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30/07/2019
Meditação diária de 01/08/2019 por Flávio Reti – John Friend Mahoney
01/08/2019

Meditação diária de 31/07/2019 por Flávio Reti – Geraldine Leigh Chaplin

31 de julho

João 10:28  “Eu lhes dou a vida eterna e jamais perecerão e ninguém as arrebatará (as ovelhas) da minha mão”

Geraldine Leigh Chaplin

Lendo superficialmente ou olhando assim de repente, ninguém diz o que essa mulher já fez. Embora ela tenha nascido na Califórnia, Estados Unidos, ela também possui cidadania Britânica e Espanhola. Meu filho sempre fala da possibilidade e da necessidade de se ter mais de uma nacionalidade. Diz ele que em caso de guerra ou de turbulência num país você pode correr para outro livremente, basta ter a nacionalidade reconhecida e o passaporte daquele país. Mas Geraldine Chaplin é uma atriz prolífica de filmes em Inglês, francês e espanhol, tremendamente versada a mulher. É a quarta filha de Charles Chaplin, por isso não é de se assustar com o sucesso dela, já havia na família uma linha cinematográfica puxada pelo pai. Em 2011 ela mantinha sua casa em Miami, na Flórida, em Madri, na Espanha e em Corsier-sur-Vervey, na Suíça. Eu tive a pachorra de contar em quantos filmes ela teve participação, como atriz principal, como coadjuvante e outras pontas, 96 ao todo. Nunca se ouviu falar que um ator tenha participado de tantos filmes durante a vida, mas essa mulher me surpreendeu. Geraldine estava com 8 anos de idade quando seu pai deixou os Estados Unidos de férias para a Inglaterra. Dois dias depois que a família já havia embarcado, seu pai recebeu a comunicação da proibição de reentrar no país. Então de lá da Inglaterra ele foi para a Suíça, onde ela aprendeu fluentemente o Francês e o Espanhol. Anda menina ela já apareceu no filme de seu pai, limelight. Aos 17 anos, Geraldine deixou o colégio e se matriculou num curso de ballet e chegou a dançar profissionalmente em Paris, mas ela mesma se achou incapacitada porque não começou o ballet bem cedo na infância e desistiu dizendo: “Eu não abandonei o ballet, foi o ballet que me abandonou”, e esse foi para ela um grande desapontamento. Depois chegou a ser modelo em Paris e trabalhou por um pouco, mas voltou a participar dos filmes de seu pai, e na sombra do nome de Charles Chaplin, ela também fez sucesso. E tinha consciência de que era por causa do seu nome que as portas do sucesso se abriam. O que muito a ajudou era que ela era fluente em três línguas, Inglês, Francês e Espanhol e não precisava ser dublada nos filmes. Ela já está com mais de setenta anos, mas diz ela com muita franqueza que “se nega a envelhecer, porque não há nada de belo na velhice, é um massacre, uma desgraça”. Ela esteve em São Paulo na 38ª mostra de filmes e na entrevista, ao tocar no assunto da velhice, ela acrescentou: “É uma batalha perdida tentar encontrar a fonte da eterna juventude e desde os 45 anos vejo a morte em cada esquina”

Não existe franqueza maior do que esta, de ter consciência de que não existe a fonte da eterna juventude, porque, afinal, todos invariavelmente envelhecemos. Somos como uma flor descendo pela corredeira de um rio. De início perfumada e bela e desce batendo nas pedras que lá em baixo já nem mais se parece com uma flor, é alguma coisa qualquer que continua rodando rio abaixo. Alguma analogia com a vida real? É isso mesmo, o tempo é cruel, a vida passa e nós vamos morrendo um pouco a cada dia. Graças a Deus que existe a esperança da ressurreição e da transformação na volta de Jesus. É a nossa bendita esperança.

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