Meditação diária de 30/01/2020 por Flávio Reti – O Avião
30/01/2020
Semana de Oração 01 a 08 de fevereiro/2020
31/01/2020

Meditação diária de 31/01/2020 por Flávio Reti – O azulejo

31 de janeiro

João 14:3  “E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”

O azulejo

Em forma de brincadeira as pessoas às vezes perguntam: Por que não existe verdelejo, amarelejo, vermelhejo, mas só existe azulejo? Porque a palavra azulejo nada tem a ver com a cor, é o nome daquela peça de cerâmica cozida e esmaltada para revestir paredes e com um pouco de arte formar desenhos e pinturas curiosas com algumas até famosas na história. Ele está muito ligado à arquitetura para revestimento e para decoração de paredes, de tetos das igrejas e dos palácios, em prédios públicos e até nos bebedouros das praças públicas. Os portugueses são considerados os mais exímios utilizadores do azulejo para através deles contar sua história de arte, de governo, de cultura de acordo com o sabor de cada época. Fala-se em azulejos trazidos pelos mouros, os árabes do Norte da África, quando invadiram Portugal e Espanha e inundaram a Europa com sua arte. E não pense que azulejo é apenas aquele caco de cerâmica esmaltada para decoração de banheiro, ele tem um história profunda por trás da sua fabricação. É uma técnica milenar com nomes exóticos para cada modelo e para cada efeito de coloração, tão complicado que eu me neguei ao trabalho de estudar tudo aquilo. É muita informação para um simples azulejo. Desde os sumérios e babilônicos a arte de desenhar e escrever em cacos de cerâmica e depois queimá-los para perpetuação já era conhecida, só não era tão sofisticada como a arte dos azulejos dos árabes e nem eram tão esmerados, mas muitos deles venceram o tempo e estão até hoje expostos nos museus do mundo inteiro. A arte de manipular a argila, fazer tabletes cerâmicos e depois azulejos vive mais do que o próprio ser humano que com pouco tempo já envelhece e passa para a eternidade, para o esquecimento. Quantos milhões já morreram dos quais você nunca ouviu falar e jamais vai ouvir, porque sua história de vida valeu menos do que um caco de azulejo sumério. Pensando friamente, o homem não vale nada. Alguém, especulando, disse que 90% do corpo humano é água, o restante se for apurado e separados os elementos químicos existentes no corpo, daria para fabricar um prego de tamanho médio. Qual o valor de um prego quando comparado com uma pessoa? Quando eu ainda era menino, andando por um cemitério da cidade de Bauru, eu li a seguinte inscrição tumular: “Não fale alto, não seja orgulhoso, a vida acaba aqui”. Realmente, para grande multidão de perdidos a vida acaba ali, mas para quem tem sua fé alicerçada em Deus, na esperança da ressurreição, a vida não acaba ali, aliás, ela nunca se acaba, porque Jesus nos acenou com a vida eterna por ocasião da sua volta. Por isso eu o aguardo com uma certa ansiedade e quero vê-lo voltando em glória. Quero mais ainda, entrar com ele pelos portais eternos e viver para sempre, muito mais do que cacos de azulejo.

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