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30/01/2019
Meditação diária de 01/02/2019 por Flávio Reti – Mikhail Sergueievitch Gorbachev
01/02/2019

Meditação diária de 31/01/2019 por Flávio Reti – Charles Haddon Spurgeon

31 de janeiro

Provérbios 10:22  “A bênção do Senhor é que enriquece e Ele não a faz seguir de dor alguma”

Charles Haddon Spurgeon

Conhecido simplesmente como “o grande pregador Spurgeon, Charles Haddon Spurgeon nasceu na Inglaterra em junho de 1834 e morreu nos Alpes franceses em Janeiro de 1892, com apenas 57 anos. Em essência ele foi um pregador batista, na Inglaterra, que seguia as orientações de John Calvino, um Calvinista, portanto. Converteu-se ao cristianismo com 15 anos de idade e no ano seguinte já pregou seu primeiro sermão e se tornou pastor de uma igreja batista. Ele tinha uma habilidade muito especial de expor textos bíblicos com uma lógica própria que o imortalizou como o “príncipe dos pregadores e o último dos puritanos”. A família de Spurgeon era mais uma que fugia da Holanda para Inglaterra para escapar da perseguição aos cristãos desencadeada pela reforma protestante iniciada por Martinho Lutero, na Alemanha. A família sofreu muito pela opressão da Igreja Anglicana porque era taxada como não conformistas. Não-conformistas foram os reformadores que foram para a Inglaterra que se opuseram à intervenção do estado em assuntos religiosos e fundaram as suas próprias comunidades. Tendo desejado uma reforma melhor e mais pura na Igreja Inglesa, muitos indivíduos estavam desapontados pelas decisões políticas tomadas pelos reis que controlavam a igreja estabelecida (a Igreja Anglicana). Quando Spurgeon estava com 10 anos, ele ficou impressionado com um pastor itinerante que casualmente vaticinou: “Esse menino vai pregar o evangelho a grandes multidões” e isso marcou muito a mente de Spurgeon. Certo dia, para se abrigar de uma nevasca, Spurgeon entrou numa igreja metodista e lá ouviu o pregador dizer o verso de Isaías 45:22: “Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra”. Em pouco tempo depois desse episódio ele estava assumindo o pastorado de uma grande igreja em Londres. A fama de Spurgeon logo cresceu na região, como um potente pregador e logo causou muita agitação em Londres, a ponto de ser muito criticado pelo seu estilo de pregação. Teatral demais para alguns, caipira e vulgar para outros. Caricaturas foram impressas e publicadas, algumas elogiando e outras zombando e debochando do pregador. Spurgeon a tudo suportou sem nunca perder a linha. O crescimento da igreja batista deve muito a Spurgeon pela sua influência e dinamismo. A beleza disso tudo está no fato de Spurgeon ter tomado sua decisão de ser um pastor ainda muito jovem, mas sua vida foi uma bênção para sua comunidade. Se todas as pessoas pensassem assim, em termos de ser uma bênção aos demais, eu creio que muita coisa desta vida seria menos pesada para arrostarmos. Quando Deus chamou Abraão, ele fez-lhe promessas e disse: “Tu serás uma bênção” (Gên.12:2) e Spurgeon não decepcionou. Oxalá todos nós fôssemos uma bênção! Espaço temos para ser bênção e abençoar a muitos, porque ninguém é uma ilha, isolada, mas todos vivem em função de outros, logo se formos uma bênção para os outros a recíproca também é verdadeira, os outros sertão uma bênção para nós. Nosso mundo seria bem outro se todos nós vivêssemos para abençoar. Sê tu uma bênção não se aplica só a Abraão, mas a nós também.

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