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30/09/2017

Meditação diária de 30/09/2017 por Flávio Reti

30 de setembro

Dia da navegação

Lucas 8:23   “enquanto navegavam, ele adormeceu e desceu uma tempestade de vento sobre o lago e o barco se enchia de água, de sorte que perigavam”

Ao falar em navegação hoje, precisamos ser específicos, porque se pode navegar nos mares e lagos, no espaço e até na internet. As primeiras informações sobre navegação, é claro, se referem a navegação marítima que já foi muito precária. Hoje temos mapas e fotos de satélites que facilitam muito a navegação. A gente fica pensando na coragem dos grandes navegadores de 1500 que cruzavam os sete mares em caravelas precárias construídas de madeiras e impulsionadas com o vento. Era muita coragem! Mas desde os anos de 970 antes de Cristo, no reinado de Salomão, já se tem notícias de gente navegando. Salomão comercializava com os fenícios e tiros material para a construção do templo em Jerusalém. A própria arca de Noé, muito antes, já era algo de se admirar. Imagine que em 1500 uma nau saindo da Europa demorava 2 meses sem rumo e sem referência no mar até chegar a algum ponto desejado e confiante apenas nos ventos e na habilidade dos marinheiros em orientar as velas. Realmente, a navegação tem muito que comemorar, mais ainda comemorar a audácia dos marinheiros. A navegação praticada pelos gregos e romanos era chamada de navegação de cabotagem, isto é, costeira. Navegavam beirando a costa do continente. Com a descoberta da bússola, na época das cruzadas, a navegação passou a ser mais ousada e de lá pra cá só tem melhorado. Na segunda guerra surge o rádio e depois o radar e atualmente temos a navegação por GPS. Quanta diferença? Fizemos uma viagem de navio de São Paulo a Argentina e Uruguai. Quando estávamos em alto mar, minha esposa ficou desesperada por não saber onde estava e não ter qualquer referência de localização. Só água de todos os lados. Mas o pessoal de bordo sabia o que estavam fazendo e no final deu tudo certo.

Usando a navegação real num contexto figurado, podemos dizer que somos como naus perdidas neste mundo navegando sem rumo e sem destino. É aquele pensamento que diz “para quem não sabe para onde quer ir qualquer vento é favorável”. Não é bem assim com os cristãos. Nós temos um objetivo de vida, sabemos para onde estamos indo e sabemos aonde queremos chegar. A bíblia seria nossa carta máxima de navegação. Nela encontramos os mapas náuticos, os portos principais ao longo do trajeto e temos a direção segura do comandante em chefe, Jesus Cristo. Não precisamos temer as ondas, os vagalhões, os ventos, as tempestades em alto mar, porque nossa embarcação foi projetada nos estaleiros do céu e está apta a singrar os mares da vida até alcançar o porto de destino, a Nova Jerusalém. Enquanto navegamos vamos trazendo a bordo tantos quantos pudermos para navegar conosco e esta vida não passará de uma grande aventura de fé. Como disse Ellen White, “ “Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sal. 46:1) “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam” (Sal.23:4). Estamos cercado de promessas de que tudo terminará bem, logo, não há o que temer. Numa viajem de volta do Canada, nosso avião pousou na Colombia para reabastecer. Ninguém saiu e de repente entrou no avião um policial com um enorme cão cheirando um por um dos passageiros. As mulheres entraram em pânico, subiam nas poltronas, gritavam enquanto o policial ia levando o cachorro para cheirar tomo mundo e dizendo “no hay que temer”. Nós, realmente, não temos o que temer, Deus está no controle de tudo.

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