Meditação Diária de 29/05/2017 por Flávio Reti
29/05/2017
Impacto Esperança realizado pela comunidade Jovem do IASP
30/05/2017

Meditação Diária de 30/05/2017 por Flávio Reti

Dia dos Bandeirantes

“Alçai uma bandeira sobre o monte escalvado, levantai a voz para eles; acenai-lhes com as mãos, para que entrem pelas portas dos príncipes” Isaias 13:2

Com a notícia de que havia ouro no interior do país, muitos grupos se formaram e se organizaram em caravanas e partiam para o interior, em busca do ouro. Eles deveriam trazer ouro e escravos para vender no mercado da incipiente colônia. Alguma coisa semelhante ao que ocorria nos Estados Unidos. Os colonizadores empreendiam caravanas em direção ao Oeste, em direção às montanhas chamadas Rochosas, em busca do ouro das montanhas. Daí a saga do farwest americano. Pode reparar que os filmes conhecidos como farwest sempre contam as lutas contra os índios, ataque às carruagens e jagunços se defendendo e dando tiro pra todo lado. Era a busca do ouro das montanhas.

Aqui no Brasil, acontecia algo semelhante, os bandeirantes se embrenhavam mato adentro e iam desbravando, vencendo a resistência dos índios, formando povoados que hoje são cidades. Alguns nomes se destacaram como os mais valentes entre os bandeirantes: Raposo Tavares, Fernão Dias, Brás Leme, Manuel Preto, Baltazar Fernandes, um dos fundadores da cidade de Sorocaba. Nossa lembrança de bandeirantes são aquelas da escola, homens altivos, imponentes, de botas cano longo, chapéus de aba larga, armas, mas nem sempre era assim. Eles caminhavam por extensos territórios enfrentando o desconforto, sujeitos aos ataques dos índios, fugindo de animais ferozes, pisando em cobras e muitas vezes passando fome na mata. Eles não eram heróis como pintam os livros, eram os realizadores de uma colonização árdua e violenta.

Esse relato nos faz lembrar dos discípulos e apóstolos. Eles tinham a incumbência de Jesus de ir a todo o mundo e levar o evangelho a toda criatura, tribo, língua e povo, mas onde estavam os recursos financeiros para tamanha empreitada? Muitos deles consumiam recursos próprios, trabalhavam para bancar o programa, como fazia Paulo. Iam de cidade em cidade pregando, anunciando as boas novas do evangelho, mas nem sempre eram bem recebidos. Eram presos, açoitados, expulsos das cidades, condenados, fugitivos e muitas outras penúrias.

Com o decorrer do tempo chegamos ao período da reforma. Os chamados protestantes, devem esse nome porque protestavam contra os dogmas da Igreja Católica, eram perseguidos, caçados como animais, condenados à fogueira, às estacas, aos troncos, à forca. Eram forçados, sob pressão física e mental, a renunciar a fé. Os que resistiam eram condenados. Muitos, ao morrer, deram grandes testemunhos e com sua morte pregaram mais do que com suas vidas. O lema desse pessoal era sempre as palavras de Jesus: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apoc. 2:10).

Nós que estamos lendo essas coisas ficamos imaginando como deveria ser a vida dos mártires e achamos que eles eram semi deuses. Não eram, eram pessoas de carne e osso como nós, sujeitos às mesmas fraquezas como nós, mas tinham o senso da presença de Deus na vida, tinham fé nas promessas de Jesus e a confiança no cumprimento das promessas recebidas e que agora repassavam aos demais.

Um dia vamos nos encontrar com John Huss, com Lutero, com o apóstolo Paulo, com Silas, Tiago, João e vamos ter o privilégio de ouvir suas aventuras em favor da “fé que foi entregue aos santos”. Eu aguardo esse dia! “Desses santos homens que de século em século deram testemunho de sua fé, ouve-se a segurança de que Deus é verdadeiro. De seus coobreiros apóstolos que, para pregar o evangelho de Cristo, saíram a enfrentar o fanatismo religioso e as superstições pagãs, a perseguição e o desprezo, que não tiveram a vida por preciosa desde que pudessem levar a luz da verdade em meio aos escuros labirintos da incredulidade – desses ouve-se o testemunho de Jesus como o Filho de Deus, o Salvador do mundo. Do cavalete, das fogueiras, das masmorras, das covas e cavernas da Terra ecoa em nossos ouvidos o grito de triunfo dos mártires. Ouve-se o testemunho de almas firmes que, embora despojadas, afligidas, atormentadas, dão testemunho da fé, destemido e solene, declarando: “Eu sei em quem tenho crido” (II Tim. 1:12). Esses, que entregam a vida pela fé, declaram ao mundo que Aquele em quem têm crido é capaz de salvá-los perfeitamente”.
(Atos dos Apóstolos, p.512)

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