Meditação diária de 29/12/2020 por Flávio Reti – Aplicativos
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30/12/2020

Meditação diária de 30/12/2020 por Flávio Reti – Soro Antiofídico

30 de dezembro

II Coríntios 9:15  “Graças a Deus pelo seu dom inefável”

Soro Antiofídico

Quem diria, mas é verdade, o homem aprendeu a combater os efeitos do veneno usando o próprio veneno! O que chamamos de soro antiofídico é um medicamento feito a partir do veneno de cobras para tratar mordidas de cobras venenosas. Uma pequena amostra quase inofensiva é aplicada no cavalo cujo organismo vai gerar anticorpos e depois de um tempo o sangue do cavalo é extraído e dele o soro com os anticorpos para ser usado na medicação. Em 1894, o médico francês Albert Calmette, um bacteriologista, descobria a eficácia do soro antiofídico na cura de mordedura da cobra mais peçonhenta já conhecida, a Naja africana. Mas aqui no Brasil, o médico Vital Brasil descobria que cada espécie de cobra produzia um veneno diferente e como tal também produzia nos cavalos um soro também diferente para cada espécie de cobra. A produção é até simples porque depois de retirado o sangue do cavalo ele é centrifugado separando a parte sólida do sangue da água que ele contém e por um processo chamado de liofilização a água do soro é retirada deixando apenas um pó que é armazenado para futuramente ser diluído e aplicado na vítima de mordidas do animal. Obviamente existem soro para combater as diversas espécies de cobras da nossa fauna, como a jararaca, a cascavel, a surucucu, a cobra coral entre outras. Em 1899 houve no Brasil um surto da peste bubônica (peste bubônica é causada pela picada de pulgas infestada com uma bactéria) e Vital Brasil se debruçou no estudo de como combater a doença lá nas instalações da fazenda Butantã, hoje uma região de São Paulo, mas depois de controlada a peste, ele continuou nas pesquisas dos soros contra o veneno de cobras, os animais que mais matavam no país por ser essencialmente agrícola. Na época, segundo estimativas feitas através de jornais da época, 25% das pessoas mordidas de cobra morriam inexoravelmente, enquanto que hoje apenas 0,4%, isto quer dizer que a cada 250 pessoas mordidas de cobra, apenas uma morre em decorrência disso, graças ao soro antiofídico desenvolvido por Vital Brasil. Mesmo assim, segundo o Ministério da Saúde só em 2012 houve 29.270 casos que procuraram recurso do serviço de saúde público, isso excetuando os acidentes ocorridos com aranhas e escorpiões. Talvez os desmatamentos expliquem a presença de tantos animais peçonhentos no meio da população. Mas vamos lá, vamos pensar diferente. Todos fomos inoculados com o veneno de satanás, o pecado, e por acaso somos por isso fadados a morrer obrigatoriamente? Claro que não! Jesus proveu o antídoto para o pecado, a sua graça e isso nos basta. Ela é mais do que suficiente, muito mais do que o soro antiofídico para os mordidos de cobras venenosas.

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