Feliz Semana
29/08/2020
Meditação diária de 31/08/2020 por Flávio Reti – Polias
31/08/2020

Meditação diária de 30/08/2020 por Flávio Reti – Polaroide

30 de agosto

Eclesiastes 3:1  “Tudo tem a sua ocasião própria e há tempo para todo propósito debaixo do céu”

Polaroide

Pra nós que estamos acostumados ao aparelho celular dispondo de uma câmera digital, fica até difícil acreditar que houve no passado uma câmera chamada de polaroid que fotografava e instantaneamente revelava a foto. Coisas de 20 segundos e a foto colorida estava na mão. As câmeras normalmente só fotografavam. O usuário teria de ir a uma loja, geralmente um quiosque no shopping e comprar um rolo de filme virgem, inserir dentro da câmera fotográfica e fazer as fotos. Depois teria que rebobinar o filme com cuidado para não expor à luz e enviar para um laboratório que iria revelar as fotos e imprimir em papel fotográfico definitivo e entregar ao fotógrafo, fosse ele amador ou profissional, o processo era sempre o mesmo. Mas eis que surgiu no mercado, criada por uma firma americana de nome Polaroid, uma nova máquina fotográfica que fazia as fotos e as revelava na hora. Foi um sucesso total, porque eliminava aquela espera entre fotografar, enviar para o laboratório e depois de três dias pegar de volta as fotos pelas quais você pagava duas vezes: pagava quando comprava o filme virgem e pagava quando mandava revelar e copiar as fotos, sem falar que sempre havia o risco de perder tudo por algum descuido do fotógrafo que abria a máquina inadvertidamente ou pelo funcionário do laboratório que errava no processo e punha a perder as fotos do cliente. Havia várias marcas de câmera que faziam fotos instantâneas, mas a mais conhecida era mesmo a Câmera Polaroid. O processo de fotografar com câmera instantânea se tornou muito conhecido a partir do ano de 1948 quando Edwin Herbert Land criou a primeira câmera instantânea e sua empresa tentou também criar a máquina de filmagem de filmes movimentados também instantâneas, com o nome de Polavision, mas perdeu o tempo e entrou tardiamente no mercado quando as câmeras de vídeo já estavam chegando para desbancar todo processo fotográfico anterior. A mesma coisa aconteceu com as câmeras digitais que entraram no mercado atrasadas e os celulares atropelaram as câmeras digitais de modo que hoje até essas câmeras são obsoletas. Até aqui em casa há duas delas jogadas nalguma gaveta e o celular é que fotografa tudo. Em 2008 a Canadense Polaroid fechou as portas e virou saudades para os aficionados em fotografia instantânea. O filme de cinema instantâneo e a câmera fotográfica digital perderam a hora certa para entrar no mercado e quando entraram já estavam ultrapassadas e ultrapassadas ficaram até hoje. Para elas, foi-se a oportunidade. E nós, será que estamos aproveitando a oportunidade de entrar para a vida eterna a tempo? Não se daria o caso de estarmos já atrasados e perdendo o prazo de tomar uma decisão pela vida? É um caso a pensar seriamente.

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