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30 de março

Lamentações 3:24  “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma, portanto, esperarei nele”

Vincent Willem Van Gogh

E se eu lhe disser que Van Gogh não foi só pintor, mas foi até missionário protestante na Bélgica, você acredita? Como pintor, todo mundo diz que ele foi fabuloso, que pintou mais de 2.000 trabalhos sendo 860 pinturas a óleo. E ele gostava de pintar paisagens, retratos, natureza morta com cores berrantes e fortes. Van Gogh começou cedo, ainda criança, na arte de pintar e viajava como vendedor de obras de arte até o dia em que foi transferido para Londres e entrou em depressão. Com isso ele se dedicou à religião e realmente ele passou um tempo como missionário na Bélgica. Ele deixou um homem sem teto morando no seu confortável apartamento em cima de uma padaria e, como missionário, foi morar numa pequena cabana onde dormia mergulhado no meio da palha. Até as autoridades da igreja o dispensaram por entender que ele desqualificava a dignidade do trabalho missionário. Passou por problemas de saúde, solidão e depressão que ele suavizava se dedicando à pintura até o dia em que se mudou para Paris e lá se encontrou com outros artistas vanguardistas e Van Gogh foi ampliando seu portfólio de motivos para pintura, oliveiras, ciprestes, trigais e plantações de girassol. Mas ele sempre sofria de alucinações e espasmos psicóticos e negligenciava cuidar da saúde, não comia direito e bebia muito. Esteve um tempo internado em um hospital de psiquiatria, mas sua depressão continuou até o dia em que ele tomou um revolver e disparou contra o próprio peito e morreu dois dias depois. A data era 1890. Para todos que o conheceram, Van Gogh era um louco, um fracasso que nunca alcançou sucesso na vida. Sua fama e seu sucesso vieram depois da sua morte com a argumentação do público de que ele era um gênio incompreendido. Só atualmente ele é lembrado como um pintor popular, de grande sucesso, importante, embora trágico e, segundo definições do romantismo, fazia parte do movimento romântico o artista ser torturado, ser sofredor. Na expressão de Fernando Pessoa, “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. Tente trocar a palavra poeta, da expressão de Fernando Pessoa, pela palavra artista e remeta-a para Van Gogh e vai se surpreender porque ela encaixa certinho no comportamento dele. Visivelmente se vê no artista alguém que vivia um grande conflito interno, uma enorme dificuldade de se equilibrar emocionalmente. Ele vivia um dualismo difícil de amenizar, queria a fama, mas não tinha meios de alcançá-la, tinha talento, mas não conseguia salientar, tinha religião, mas vivia longe de Deus. E não é exatamente assim que vivem hoje muitas pessoas neste chamado mundo moderno? Tudo tem uma explicação: “Quando o pecado está dentro, pode saber que Deus está fora”. Um homem com Deus vale muito, mas um homem sem Deus não vale nada. E tem mais, tudo passa nesta vida como Van Gogh passou e nós também estamos passando. O problema é deixar passar em branco, sem qualquer preocupação com nosso futuro, porque a morte não apaga tudo. Ainda teremos um encontro com o eterno, e então, como será? Logo, prepare-se, porque o reino de Deus está próximo.

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