Meditação diária de 29/01/2020 por Flávio Reti – O Automóvel
29/01/2020
Meditação diária de 31/01/2020 por Flávio Reti – O azulejo
31/01/2020

Meditação diária de 30/01/2020 por Flávio Reti – O Avião

30 de janeiro

Provérbios 28:10  “O que faz os retos se desviarem para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que abriu, mas os inocentes herdarão o bem”

O Avião

O sonho de voar remonta às mitologias da antiga Grécia com a história de Ícaro, filho de Dédalo, que, segundo a lenda, alçou voo com um par de asas pregado com cera e enquanto voava o sol aqueceu e derreteu a cera e as asas se desprenderam enquanto Ícaro se precipitou no solo morrendo na queda. Mas no século XV, Leonardo da Vinci já teria desenhado um avião, proveniente de sua sanha de inventor. Até chegar no avião propriamente, muitas experiências e tentativas foram feitas. Passou pelos pipas, pelos balões, pelo aeróstato, pelo planador, e finalmente a um objeto mais pesado do que o ar, o avião. Citar nomes é quase impossível, porque se avolumam às centenas no curso da história do avião. Foi só no século XX que se conseguiu voar com uma máquina capaz de se sustentar no ar e nessa saga estão o brasileiro Santos Dumont e os americanos irmãos Wilbur e Orville Wright. Lógico que os brasileiros torcem por Santos Dumont e os americanos para os irmãos Wright e a disputa continua. Verdade é que hoje o avião existe e é uma estupenda invenção. Mas elogiamos tanto o avião e esquecemos de outras tantas coisas relacionadas que sem elas o avião seria nada: Uma pista de pouso e decolagem, uma equipe de abastecimento, uma equipe de mecânicos e técnicos, outra equipe de controladores orientando e desenhando os mapas de voo, outra equipe nos balcões da Companhia, deslocamento de cargas, tripulantes e passageiros, o piloto e seus auxiliares. Bem, o gênio inventivo do homem não parou no avião. Veio depois o hidroavião, os foguetes, os ônibus espaciais, os aviões ultrassônicos, módulos lunares com auto propulsão e o fim disso ninguém sabe. Imagine o avião soviético Antonov capaz de transportar 250 toneladas de carga. Imagine o avião Concord voando a 2.158 km por hora! O uso de aviões foi que decidiu o final da segunda guerra mundial, nem foi a bomba atômica lançada no Japão. Conta-se, não se comprova, que quando Santos Dumont viu seu engenho sendo usado na guerra, ele chorou, porque não previa o seu uso em destruição humana e talvez por isso ele tenha se suicidado na praia do Guarujá – SP. Aqui está um quesito para pensarmos: Tudo na vida tem consequências. Tudo na vida tem o seu preço. Ninguém esperava que o avião servisse para o que serve hoje. De igual modo, nossas ações também têm consequências, para o bem ou para o mal. Quando se atira uma pedra no lago, ela gera uma onda que vai se alastrando sem fim. Quando fazemos alguma coisa a onda de consequências também se alastra. Por isso, precisamos cuidar nas nossas ações para não chorar depois como chorou Santos Dumont.

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