Meditação diária de 28/09/2017 por Flávio Reti
28/09/2017
CPB na Igreja do UNASP-HT
29/09/2017

Meditação diária de 29/09/2017 por Flávio Reti

29 de setembro

Dia da testemunha

Atos 1:8   “mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”

Testemunha é alguém que viu, que sabe tudo a respeito, que pode relatar com precisão. Como o juízo do homem é falho, um juiz sempre se faz rodear de testemunhas para fundamentar suas decisões dentro da verdade tanto quanto possível. Conta-se a história de um vigário que estava à porta de sua paróquia, recostado cofiando seus bigodes, quando de repente surgiu um indivíduo correndo e dizendo “por favor, padre, me esconda que a polícia está atrás de mim”. O vigário o escondeu e voltou para a porta da paróquia e recostou no mesmo lugar e continuou cofiando os bigodes. Quando a polícia chegou e lhe perguntou se não havia visto um fulano assim e assim, ao que o padre, enfiando a mão pelas mangas da batina, simulando uma coceira, respondeu: “por aqui ele não passou”. Realmente, pelas mangas da batina ele não havia passado, mas passou pela porta da Igreja e foi escondido pelo padre. Ali estava uma testemunha falsa que viu e disse que não viu. Passou pela porta da igreja, mas não passou pela manga da batina.

A legislação trabalhista do Brasil ampara as testemunhas quando essas são convocadas dando-lhes isenção do trabalho, quer dizer que elas podem faltar ao trabalho, assegura alimentação e proteção no exercício do ato testemunhal. Não importa a esfera do direito onde ela vai testemunhar se trabalhista, criminal ou civil ou ainda previdenciária. A testemunha não pode sofrer qualquer repreensão, punição, assédio, represália ou constrangimento por ter dito o que sabe no depoimento, se está testemunhando pelo réu, pela empresa, pelo advogado ou por quem quer que seja. Mas elas sempre são alertadas, desde o início dos trabalhos do júri, sobre o compromisso de dizer sempre a verdade, independente se vai ajudar ou atrapalhar quem a convocou. Se se confirmar a falsidade no depoimento, ela pode ser presa ali mesmo, pelo magistrado.

Mas Jesus incumbiu seus discípulos de serem suas testemunhas partindo de Jerusalém, Judeia, Samaria e dali ao fim do mundo. Qual o papel de uma testemunha de Cristo? (Não é a mesma coisa que testemunha de Jeová, membros de uma outra religião). Os discípulos deveriam testemunhar do que tinham visto e ouvido. Eles estiveram com Cristo durante três anos e meio e tinham visto muitos dos milagres que Cristo realizou dando provas de sua divindade. Eles caminharam com ele, comeram com ele, viajaram com ele, foram testemunhas da crucifixão, da morte e ressurreição de Jesus, logo poderiam defendê-lo das acusações de que era apenas mais um charlatão. Eles sabiam das profecias que apontavam para o Messias e tinham visto que as atividade realizadas por Cristo preenchiam adequadamente as prerrogativas do Messias. Eles sabiam que os tempos estavam previstos nas profecias e que Jesus, de fato, viera na plenitude dos tempos. Eles mesmos eram fruto da atuação de Cristo na vida particular deles. Para quem era apenas um pescador, agora diante de multidões falando fluentemente sobre a veracidade da vida de Cristo, era um milagre real que eles, ainda que quisessem, não poderiam negar. E de nós, o que se espera como testemunhas de Cristo? Nós também, de um modo ou de outro fomos alcançados pela pregação do evangelho e temos nossa própria experiência de vida para contar. Só falarmos do que éramos e do que agora somos já é um testemunho poderoso a favor de Cristo.  Muitas vezes as testemunhas sofrem consequências de seu heroísmo em testemunhar de Cristo. Aqui não é igual a um júri legal, onde as testemunhas são protegidas, pelo contrário, somos testemunhas sem proteção dos homens. Somos testemunhas de Deus ao revelarmos em nós mesmos a operação de um poder divino. Cada indivíduo tem uma vida diversa da de todos os outros, e uma experiência que difere muito da deles.

Na história dos profetas e apóstolos, existem muitos nobres exemplos de lealdade para com Deus. As testemunhas de Cristo têm suportado a prisão, tortura e a própria morte, de preferência a violar os mandamentos de Deus. O relatório deixado por Pedro e João é tão heroico como qualquer da dispensação cristã. Pedro e João foram presos por falarem abertamente sobre Cristo, mas sua resposta foi “mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29) e continuaram testemunhando. E nós, como é nosso testemunho? Somos destemidos ou temos algumas reservas para não se expor e correr riscos? Que tipo de testemunhas somos nós?

 

 

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