Culto de Oração (28/08/2019 às 20h00)
28/08/2019
Voluntariado Hi7
29/08/2019

Meditação diária de 29/08/2019 por Flávio Reti – Irineu Evangelista de Souza

29 de agosto

Provérbios 27:24  “Porque as riquezas não duram para sempre…”

Irineu Evangelista de Souza

Gaúcho de Arroio Grande, nascido em 1813, grande comerciante, construtor de navios, dono de indústrias e banqueiro brasileiro. Ele soube aproveitar a ideias que vinham da Europa, especialmente da Inglaterra, para investir na modernização do Brasil no período imperial. Recebeu com sua ousadia e ambição o título nobiliárquico de Barão de Mauá e depois Visconde de Mauá. Entre suas maiores conquistas ou realizações estão a primeira usina de fundição de ferro e aço, a construção de um estaleiro e a construção da primeira ferrovia do país, a Estrada de Ferro Mauá. É dele também a iluminação pública do Rio de Janeiro, a exploração dos rios Guaíba e Amazonas com barcos a vapor, a criação do Banco do Brasil e para coroar o deitamento de cabos submarinos para estabelecer a telegrafia entre a América do Sul e a Europa. Sem dúvida também, ele foi o primeiro grande capitalista aqui na América do Sul ao intentar trazer pra cá os mesmos equipamentos que já estavam em uso na Europa. Ante escravocrata e grande visionário de um comércio limpo e livre. No topo de sua carreira como empreendedor, ele controlava 17 empresas em 6 países das duas Américas, do sul e do norte. O orçamento de suas empresas eram maiores do que o orçamento do Império (155 milhões de Libras contra 97 milhões). Aos 9 anos de idade, seu tio lhe arrumou emprego num estabelecimento comercial como caixa em troca apenas de comida e moradia e ele trabalhava das 7 horas da manhã até às 10horas da noite. Com 40 anos de idade, ele já era industrial e banqueiro se aproveitando da extinção da escravatura quando os recursos do comercio de escravos passaram a ser investidos na indústria. Assim ele ficou milionário muito cedo na vida. A história de Irineu Evangelista é longa, há muitos detalhes, mas se sabe que ele acabou doente, abatido pelo diabetes, foi obrigado a liquidar muitas de suas dívidas, e com o pouco que sobrou ele iniciou a intermediar a compra e venda de café até morrer aos 76 anos em Petrópolis. Seu corpo foi levado de trem, na mesma estrada de ferro que ele havia construído, e levado para o Rio onde foi enterrado. Segundo palavras dele próprio, com menos de trinta anos, já tinha assegurado a mais completa independência financeira, isso porque ele apostava na ousadia de seus projetos e na sua capacidade de gestão. Ele também foi o primeiro a criar uma política empresarial de distribuir parte dos lucros com os funcionários como incentivo à produção e à fidelidade deles. Mas, como tudo passa nessa vida, a era do Barão de Mauá também passou e o que restou de tudo isso? Só a história dele e de sua biografia para lermos hoje e nada mais.

Aqui entram as palavras de Jesus: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Luc.9:25) e outra vez Jesus aconselha: “Ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não consomem” (Mat.6:19), porque na realidade a fortuna que ele ajuntou nesta terra já foi há muito tempo corroída. Diante disso, o que estamos nós fazendo com as oportunidades que temos? Ajuntando para perder? Ou perdendo para ganhar?

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