Raiva /Rancor – sábado às 16h
28/05/2020
Comentários da Lição 9 (2o Trim/2020)
29/05/2020

Meditação diária de 29/05/2020 por Flávio Reti – Formiga

29 de maio

João 12:32  “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”

Formiga

Eu até aposto que você pensou em formiga animal, aquele animalzinho que corta as plantas, que invade os pratos de doce, que faz um montículo de terra nos cantos da cozinha, mas não é essa formiga animal, porque nós nos propusemos a escrever sobre invenções que mudaram o mundo, logo é uma outra formiga para a qual, talvez, você nunca prestou atenção, porque desconhece. Então, vamos lá. Você conhece o que é um freio animal, certo? É aquele pedaço de ferro meio torto que costumam colocar na boca dos cavalos de sela ou de montaria para que eles nos obedeçam. Quando se trata de bois, não é com ferro na boca que os subjugamos, mas com um tipo de pinça de ferro presa nas ventas do animal, um local sensível para os bois deixando-os fáceis de controlar. É semelhante uma pinça quase circular, meio oval que fica presa no septo nasal do boi. Nos animais mais violentos, o costume é furar o septo nasal e colocar uma argola fechada que fica ali para sempre, como se fosse um piercing nas ventas do animal. Quando seguro pela argola ou pela formiga fica muito fácil controlar o animal. A formiga é menos traumática e por ela os bois são domesticados para puxar carretelas, carros de boi, arados e o que quiser. Embora seja uma ferramenta quase desconhecida de muitos, o pessoal que trabalha no campo e mexe com gado sabe muito bem do que se trata e procurando na internet, no chamado mercado livre, é possível encontrar à venda de várias marcas e de vários fabricantes. Desde menino eu já conhecia a formiga, porque ajudava meu pai a pôr os bois no carro para distribuir palanques ao longo de uma cerca que meu pai estava fazendo de empreita em uma fazenda. Sempre que me surge essa lembrança de formiga nas ventas do boi, eu relaciono com a invasão de Nabucodonozor em Israel levando os Israelitas presos para Babilônia com anzóis no nariz (Amós 4:2; Ezequiel 19:9). Deve ter sido uma situação humilhante e vexatória, afinal um anzol ou um gancho no nariz é pior do que uma formiga, aliás alguns fazem piercing até na língua e não reclamam, mas se tivessem que ser arrastados a mais de mil quilômetros pelos escravizantes babilônicos não seria coisa fácil. E assim foi, os babilônicos levaram atados uns nos outros, enganchados e arrastados de Jerusalém até Ribla, na Babilônia, onde hoje é o Iraque. Agora perceba o contraste, porque Deus tem outra maneira de atrair e nunca arrastar pelo nariz. Ele diz que nos “atraiu com cordas humanas e com laços de amor” (Oseias11:4).

Os comentários estão encerrados.