Meditação diária de 28/04/2019 por Flávio Reti – João Ribeiro de Barros
28/04/2019
Meditação diária de 30/04/2019 por Flávio Reti – Adolf Ritler
30/04/2019

Meditação diária de 29/04/2019 por Flávio Reti – Joaquim Osório Duque Estrada

29 de abril

Salmos 33:3  “Cantai-lhe um cântico novo, tocai bem e com júbilo”

Joaquim Osório Duque Estrada

Quando você lê esse nome, a primeira coisa que lhe vem à mente foi aquilo que você decorou lá na Escola primária que esse era o nome do homem que escreveu o hino nacional. Mas ele não fez apenas isso, ele teve uma vida muito ativa no campo da literatura e das artes. Ele era poeta, crítico de literatura e foi também professor de Português e Francês e escritor. O primeiro livro dele era de poemas chamado Alvéolos. Na verdade ele não fez o poema para ser a letra do hino nacional, ele fez como sempre fazia poemas e aconteceu desse poema ser decassílabo e só depois de algum tempo, quando o Brasil comemorava cem anos de independência, o presidente Epitácio Pessoa fez um decreto oficializando seu poema como a letra do Hino Nacional. Ele escreveu em 1886 e o decreto saiu em 1922, mas o governo comprou por 5:000$ (cinco contos de réis) o direito de uso da letra, a propriedade plena e definitiva da letra do hino pelo decreto n.º 4.559 de 21 de agosto de 1922, uns 36 anos depois e ele nem sonhava com isso. Ele começou cedo escrevendo ensaios colaborando na campanha da abolição da escravatura e defendendo a república. Veio para São Paulo onde fez direito e trabalhou no jornal Diário Mercantil. Voltou para o Rio de Janeiro, abandonou o magistério e se ocupou escrevendo para diversos jornais do Rio. Tornou um crítico cruel e implacável que gostava de polemizar e censurar, mas de tudo que fez nada lhe rendeu algum elogio e nem lhe trouxe fama posterior. Ele escreveu mais de quinze obras e muitos artigos em jornais, mas parece que nada sobreviveu ao tempo e nem foi incluído em algum movimento literário a despeito de ter vivido em pleno período parnasiano no Brasil. A música do Hino Nacional já existia desde 1830 e que foi composta para uma banda a fim de comemorar a abdicação de Dom Pedro II. Francisco Manuel da Silva, o autor da parte musical, nunca sonhou que sua composição um dia seria cantada como hino nacional do Brasil, ele não viu esse sucesso todo. Pensando nesse imbróglio todo, um fez a música e outro fez a letra, num espaço de tempo grande entre os dois, que nem se conheceram, pois há um espaço de cem anos entre os dois, veio me à mente as promessas de Deus feitas a Abraão, a Isaque e a Jacó. Todos receberam de Deus a promessa de que seriam fecundos e pais de uma grande nação, mas aconteceu que todos eles morreram e nunca viram essa grande nação, morreram na esperança, mas a nação está aí hoje, todos sabem da existência de Israel. Pode se dar o mesmo conosco, porque temos a promessa da volta de Jesus e de uma nova terra, mas pode acontecer de não ser para nossos dias e nesse caso o que fazer? Ficar firme confiantes na promessa, porque quem prometeu é fiel e mais dias ou menos dias acontecerá como foi prometido. Deus não é homem para que possa mentir.

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