Comentários da Lição 4 (4o Trim/2017) por Membros da Classe do EJC
27/10/2017
Programa Contraponto – Cultura Pop e Religião
28/10/2017

Meditação diária de 28/10/2017 por Flávio Reti

28 de outubro
Dia do funcionário público

Lucas 5:27   “Depois disto saiu e, vendo um publicano chamado Levi, sentado na coletoria, disse-lhe: Segue-me”

Os funcionários públicos, mais carinhosamente chamados de servidor público, são regidos por uma legislação própria, criada por decreto, pelo então presidente Getúlio Vargas. Seus direitos e obrigações estão definidos na constituição federal além dos estatutos das entidades onde trabalham. Eles estão distribuídos em três classes hierárquicas, federal, estadual e municipal e seus serviços podem ser prestados na área da justiça, da saúde e da segurança. Para ser servidor é preciso prestar um concurso público e concorrer com uma vaga e se aprovado, ele adquire estabilidade no emprego, daí haver grande procura pelos interessados em ser servidor público.

É comum vermos pessoas reclamarem dos serviços públicos, da falta de recursos dos mesmos, falta de profissionais para prestar os devidos atendimentos ou até mesmo por estes serem mal educados e ríspidos com a população. É bom enfatizar que esses profissionais lidam com o que é público, ou seja, aquilo que é de todas as pessoas. A população, em geral, não gosta muito de alguns servidores pela maneira como é tratada. Nos dias de Jesus, os judeus estavam sob a dominação romana. Os romanos haviam invadido o território de Israel, numa política suja de dominar o mundo, e fizeram os judeus, além de outros povos, seus dominados. A tal ponto que se um romano pedisse alguma coisa para um judeus este, pela lei romana, não podia negar. Foi quando Jesus disse que se “alguém o obrigar a andar um milha, vá com ele duas” (Mat.5:41). Quando lemos as palavras de Jesus, ficamos pensando como podia ele tratar assim os invasores e dominadores. “Mas a vós que ouvis, digo: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam. Bendizei aos que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. Dá a todo que te pedir e ao que tomar o que é seu, não lho reclames” (Luc.6:27-30). Isso disse Jesus referindo-se aos romanos. Ao ler esses versos a gente consegue sentir como era a vida sob a dominação dos romanos.

Quando Jesus passou e viu Mateus Levi sentado na coletoria, o local onde os romanos recolhiam o imposto obrigatório sobre os judeus, pela lógica popular, ele deveria ter odiado Mateus. Afinal, Mateus era um judeu, trabalhando para os romanos contra os judeus, seus irmãos. Um verdadeiro traidor da pátria.

E não era apenas Mateus, havia outros judeus que ocupavam cargos públicos a favor dos romanos e em prejuízo dos judeus. Por isso, os servidores públicos eram odiados pelo povo, e com alguma razão. Dominados, explorados e sem ter a quem reclamar. Era com ódio que os judeus viam seus patrícios do lado de lá, a favor de Roma e contra seus irmãos.

Trazendo o assunto para nós, que achamos que somos livres e que podemos ir e vir, fazer e desfazer como bem entendermos, acho que não somos tão livres assim. Somos escravos de uma natureza má, pecaminosa e não vemos ninguém dizer que odeia essa natureza que nos escraviza. Nascemos em pecado, vivemos em pecado e, se Cristo não nos salvar, morreremos em pecado. O mesmo que dizer nascemos escravos, vivemos como escravos e, se Cristo não nos libertar, morreremos como escravos.

Nossa liberdade da escravidão do pecado só pode vir de um libertador, não humano, Jesus Cristo.

Os judeus do tempo de Jesus nunca conseguiram a liberdade que desejavam. No ano 70 de nossa era, 35 anos depois de Cristo, eles foram esmagados pelos romanos e espalhados pelo mundo todo. Viveram espalhados até o ano de 1948, quando, por uma definição da ONU, foi recriado o Estado de Israel. Mas eles, como nós, ainda somos escravos do pecado e a única saída continua sendo Cristo. “Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo.8:36). Quando a pessoa não se sente livre, nem pensar ela consegue, quanto mais enxergar-se escravizada, necessitada de alguma ajuda de fora. Ela normalmente vai querer se escapulir por si mesma e não conseguindo, fica furiosa, se enche de ódio e a situação continua. Ele continua escravizada. Isso é o que precisamos entender, que veio buscar e salvar o perdido e o perdido em nossos pecados somos nós mesmos. Graças a Deus por Cristo Jesus que nos pode salvar completamente da escravidão do pecado.

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