Meditação diária de 27/09/2017 por Flávio Reti
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Meditação diária de 28/09/2017 por Flávio Reti

28 de setembro

Dia da lei do ventre livre

Lucas 2:11   “Eis que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o salvador, que é Cristo, o Senhor”

O Brasil se libertou de Portugal em 1822. Desde então começou medrar o movimento para a libertação dos escravos. A economia baseada na mão-de-obra escrava não permitia que se fizesse isso de uma vez. Então, habilidosamente, os escravos foram sendo liberados aos poucos. Primeiro os anciãos com mais de 60 anos, depois os nascidos de 1871 em diante, o que se chamou de lei do ventre livre, porque dava liberdade aos que nascessem dali em diante e finalmente os demais escravos. A Inglaterra vinha pressionando o Brasil a extinguir a escravatura. Seu interesse era comercial, uma vez que os escravos não recebiam pelo seu trabalho e, se fosse extinta a escravidão, as pessoas deveriam ser assalariadas e obviamente seriam consumidores de produtos da exportação inglesa para o Brasil. Foi a Inglaterra quem primeiro proibiu o tráfego de navios negreiros (Slave Trade Suppression act – Bill Alberdeen Law from August 1845). A partir dessa lei a esquadra inglesa podia prender qualquer navio negreiro encontrado pelos mares do mundo. No Brasil, aproveitando a onda favorável, cresceu muito o movimento abolicionista e a partir daí, com a Lei de Euzébio de Queiroz, a sociedade passou a discutir uma forma gradual e lenta de acabar com a escravidão no Brasil. Os cafeicultores e plantadores de cana foram os mais fortes opositores da libertação dos escravos. Mas, graças a Deus, hoje temos uma sociedade livre, brancos e negros vivem em paz, tem seus direitos garantidos pela constituição e tudo se resolveu.

Mas a libertação que mais nos interessa é a libertação do pecado. Jesus disse que “se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. O que há com o pecado que é comparado a uma escravidão? Os filhos de Israel eram escravos no Egito, Moisés foi chamado para libertá-los. Os vícios escravizam e a sociedade está desesperada para descobrir uma fórmula para libertar os viciados. Fala-se de escravos da moda, do luxo, o mundo tem muitas maneiras de escravizar seus súditos. Uma das cartas de Paulo foi para Filemon, um senhor de escravos, para que desse liberdade a seu converso Onésimo.

É fácil entender o processo como os seres humanos se tornaram escravos. Adão e Eva pecaram e de livre e espontânea vontade preferiram prestar obediência a satanás. Somos escravos daquele a quem servimos. E nós, que já nascemos em pecado, não tivemos uma lei do ventre livre para nos livrar dessa situação, somos filhos de escravos e por conseguinte escravos também. A proposta de Deus é uma volta à obediência sem reservas a sua lei e confiança irrestrita na sua palavra como meio de voltarmos a ser livres pela morte de Cristo que pagou o preço de nosso resgate. Foi como alguém que comprou o escravo para colocá-lo em liberdade.

Toda alma que recusa entregar-se a Deus, acha-se sob o domínio de outro poder. Não pertence a si mesma. Pode falar de liberdade, mas está na mais vil servidão. Não lhe é permitido ver a beleza da verdade, pois sua mente se encontra sob o poder de Satanás. Enquanto se lisonjeia de seguir os ditames de seu próprio discernimento, obedece à vontade do príncipe das trevas. Cristo veio quebrar as algemas da escravidão do pecado para a alma. “Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” “A lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, nos liberta da lei do pecado e da morte” (Rom. 8:2) (Desejado de Todas as nações, p.466).

Da próxima vez que você pensar em escravidão, não pense em negros, em Inglaterra, em lei disso ou daquilo, em comércio de café, pense que você é um escravo da sua natureza pecaminosa e que só Cristo tem o poder de libertá-lo porque ele pagou o preço do seu resgate na cruz e, “se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Simples assim!

 

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