Programa ContraPonto – Religião e TV
27/06/2017
Meditação diária de 29/06/2017 por Flávio Reti
29/06/2017

Meditação diária de 28/06/2017 por Flávio Reti

28 de junho

Dia da renovação espiritual

I Crônicas 19:13    “Esforça-te e pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus e faça o Senhor o que bem lhe parecer”

John Wesley, o precursor do movimento Metodista na Inglaterra, viveu no século XVIII uma situação perturbada devido à revolução Industrial que avançava na Europa e aumentava o número de desempregados. Muitos mendigos perambulando e muitos políticos corruptos, vício e violência de toda parte. Ele percebeu que ao invés de influenciar o Cristianismo estava sendo influenciado. Nessa época ele escreveu o que transcrevo abaixo.

“Vigiemos e oremos continuamente para evitarmos o orgulho. E se Deus o expulsar de nós, cuidemos para que não volte. Ele é tão perigoso quanto o desejo e é possível cairmos nesse erro outra vez, inadvertidamente. Se alguém pensar que já aprendeu tanto de Deus que não precisa mais dos ensinos dos homens, cuidado, pois o orgulho está por perto. A verdade é que precisamos aprender uns com os outros, ser instruído pelo mais fraco dos pregadores, na verdade, precisamos ser instruídos por todos os homens. Pois Deus nos envia a quem ele quer. Lembremos sempre que muita graça divina não implica necessariamente muita luz. A não observância deste princípio tem levado algumas pessoas a cometerem muitos erros e provocado o aparecimento do orgulho, se não de outras coisas.

Tenhamos sempre aquele sentimento humilde que houve em Jesus Cristo. E “no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade” (I Ped.5:5). Que esse sentimento não apenas esteja em nosso interior, mas nos cubra também. Que todas as nossas palavras e ações sejam revestidas de modéstia e despretensão. Um exemplo disso é procurarmos sempre reconhecer toda falta que praticamos. Não devemos procurar disfarçar as coisas ou fugir da verdade. Deste modo estaremos honrando o evangelho e não o desonrando. Não demos lugar à imaginação fértil. Não nos apressemos a atribuir a Deus quaisquer sonhos, vozes, impressões, visões ou revelações. Tais coisas podem provir dele, mas também podem vir da natureza e podem vir do diabo também. Julguemos todas as coisas pela palavra escrita de Deus. Tenhamos cuidado com os fanatismos. Não corramos atrás de novidades antibíblicas. Para retermos a experiência, precisamos utilizar constantemente os meios da graça por Deus indicados. Não podemos negligenciar o estudo da bíblia, já que ela nos revela a vontade de Deus e nos dá a conhecer seu pensamento. Ela é o mapa pelo qual o filho de Deus dirige seus dias. Ela orienta nosso caminhar. Leia a bíblia constantemente. Também precisamos orar constantemente. Um dos maiores princípios do reino de Deus é que, para receber, precisamos pedir. Se não pedimos, não recebemos. Uma vida sem oração é uma vida sem santidade”.

Como se pode destacar de sua carta, não é de hoje que os homens precisam lutar com o reavivamento e reforma. Sempre há o que reavivar e o que reformar em nossa vida. Você leu as palavras de John Wesley, mas você mesmo pode concluir que nosso coração é vacilante, nossa mente se afasta do celestial com muita facilidade. Reavivamento e reforma é, no momento, a nossa maior necessidade. Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, revificação das faculdades da mente e do coração, ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudanças de ideias e teorias, hábitos e práticas. O perigo é a mornidão. Ela pode nos levar ao auto engano espiritual. “Dai ouvidos ao conselho da Testemunha Verdadeira. Comprai ouro provado no fogo, para serdes ricos; vestidos brancos para que vos possais vestir; e colírio para que possais ver. Fazei algum esforço. Estes preciosos tesouros não cairão sobre nós sem esforço de nossa parte. Cumpre-nos comprar – ser zelosos e arrepender-nos de nosso estado de mornidão. É preciso estarmos despertos para ver nossos erros, esquadrinhar nossos pecados, e arrepender-nos zelosamente deles” (Testemunhos Seletos, vol1, p.41). Deu para perceber na leitura desse último parágrafo que a palavra de ordem é fazer algum esforço. Não é na inatividade que vamos nos aproximar do céu. Há muito que fazer. A indolência não vai salvar ninguém, fique esperto!

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