Meditação Diária de 27/05/2017 por Flávio Reti
27/05/2017
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28/05/2017

Meditação Diária de 28/05/2017 por Flávio Reti

Dia do ceramista

“Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel! Diz o Senhor. Eis que como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” Jeremias 18:6    

Nas proximidades da minha vila havia uma cerâmica que produzia telhas e tijolos. Sempre que íamos pescar, na volta a gente voltava por dentro da cerâmica para encurtar o caminho. Passando por dentro dos galpões onde os tijolos eram prensados, nós víamos o trabalho que dava fazer tijolos. Um funcionário, todas as tardes enchia um depósito de argila com areia e molhava bem e deixava descansar durante a noite. No dia seguinte, às 3 horas da manhã, ele se levantava e começava a amassar o barro. Era um tipo de cilindro vertical, chamado de pipa, onde ele jogava o barro ainda natural e com dois burros girando a pipa, uma espécie de moinho, o barro ia saindo por baixo já misturado, amassado e homogêneo. Depois ele levava até as bancas onde os batedores batiam uma pelota de barro numa forma e desenformavam já em formato de tijolo. Um batedor deveria fazer entre 2.000 a 3.000 tijolos por dia. Assim que ficavam prontos, ainda moles, eram espalhados pelo galpão para secar à sombra afim de evitar que rachassem.

Os tijolos frescos eram dispostos em forma de uma pequena pirâmide. Cinco na base, depois três, depois dois e finalmente um. Era aquela fila longa de pequenas pirâmides de tijolos secando dentro dos galpões.

Ao voltar e passar pelos galpões, os moleques não tinham mais o que fazer e passavam pisando exatamente em cima dos tijolos verdes, dando um prejuízo enorme para os trabalhadores. Era isso o que sabíamos fazer como ceramista: estragar o serviço das pessoas que davam o duro para fabricar tijolos todas as madrugadas.

Quando Israel estava para cair nas mãos dos babilônios, Deus instruiu Jeremias para descer até a casa de um oleiro e observar como ele trabalhava o barro (Jer.18:1). Observando o oleiro modelando o barro na intenção de fazer dele um vaso, por alguma razão, o vaso se estragou. O oleiro não teve dúvidas, tomou novamente o mesmo barro e iniciou de novo a confecção do vaso (v.4). A lição que Deus queria dar era a seguinte: Assim como o oleiro pode refazer um jarro ainda verde, Ele, o Senhor, podia refazer a casa de Israel transformando-os de pessoas defeituosas em pessoas úteis.

Há um hino baseado nessa experiência de Jeremias (Vaso Novo, n.502 no Hinário Adventista) onde o compositor colocou as seguintes palavras:

“Eu quero ser, Senhor amado, como um vaso nas mãos do oleiro.

Quebra minha vida e faze-a de novo, eu quero ser um vaso novo

Faz teu querer, Senhor amado, És o oleiro e eu esse barro.

Quebra minha vida e faze-a de novo, eu quero ser um vaso novo”

Nosso desejo deveria ser, primeiro, estar nas mãos do oleiro, o Senhor, aquele que tem condições de refazer o vaso defeituoso, nossa vida defeituosa para ser um vaso novo, um ser humano novamente renascido. Faz sentido para você essa analogia? Para mim fez. Por isso eu oro para que Deus me modele a cada dia para eu ser mais útil às pessoas que me rodeiam. Referindo-se a Paulo, Deus disse a Ananias que “este é um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel” (At.9:15). Futuramente, Paulo mesmo foi visitado por um anjo que lhe disse: “Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe” (At.22:21). A gente sempre olha para um vaso pensando na sua utilidade. Se como Paulo, nós fôssemos um vaso escolhido, como seríamos visto pelos demais irmãos? Seríamos olhado pela utilidade, pelo valor, pelo material ou pelo objetivo. Alguns vasos só servem para decoração nalguma estante no canto da sala. Temos que pensar na utilidade, porque quando chegarmos ao final de nossa vida, fatalmente, vamos olhar para trás e será muito triste olharmos e vermos que vivemos uma vida inútil. Não fomos capazes de servir para nada. Eu quero olhar para trás e dizer: “Vivi, fui feliz, servi, fui útil a alguém”. Podem escrever na minha lápide: Aqui jaz Flavio Reti, transformado por Jesus”

 

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