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28/08/2019

Meditação diária de 28/08/2019 por Flávio Reti – Carlos Villagran

28 de agosto

João 5:24  “…quem ouve as minhas palavras e crê naquele que me enviou tem a vida eterna…”

Carlos Villagran

Quem não conhece? É o nosso Kiko, personagem fictício da televisão mexicana que fez sucesso também no Brasil durante 40 anos na série infantil de “Chaves”.  No seriado ele é filho de dona Florinda, órfão de um marinheiro que morreu em alto mar e nunca mais voltou, amiguinho do Chaves. É um menino mimado pela mãe, motivo de insultos e gozações pelos demais inquilinos da vila, atrapalhado nas suas conclusões e chamado de “tonto” pelo seu parceiro Chaves. O destaque fica para suas bochechas as quais Chaves chamava de bochechas de Buldogue velho. O Kiko adora zombar do Chaves e da Chiquinha mostrando seus brinquedos e negando a oportunidade deles brincarem também. O Kiko está sempre na expectativa de ganhar uma bola quadrada. É o melhor amigo de Chaves, mas sempre estão se desentendendo por causa dos brinquedos. Mas quem foi o Kiko de verdade? Seu nome verdadeiro era Carlos Villagran, o segundo de quatro irmãos. Oriundo de família pobre, e mesmo assim buscava um lugar ao sol nos meandros da sociedade egoísta que todos nós conhecemos. Inicialmente seu trabalho era ajudar o pai, um fotógrafo de profissão que trabalhava para um jornal mexicano, chamado de Heraldo. Carlos Villagran sonhava ser jogador de futebol ou comediante. Com 23 anos ele também foi empregado do jornal e seu alvo principal era fotografar cenas de esporte. Quando os jogos Olímpicos de 1968 ocorreram no México, lá estava Carlos fazendo a cobertura, e em 1970, quando a copa do mundo foi no México, Carlos Villagran também fez a cobertura para o jornal. Simultaneamente com a profissão de fotógrafo, Carlos começou a fazer suas primeiras tentativas no teatro. Ele se apresentou como um menino de bochechas grandes numa peça denominada “Loquibambia” e entre os que estavam assistindo estava Roberto Gomez Bollaños, o diretor e criador da série “Chaves”. Acabou que Carlos foi trabalhar com Bollaños na televisão. Fazendo teatro com as bochechas grandes e com um choro característico, ele conheceu Rubém Aguirre, o professor Girafales, que ficou encantado com o talento dele e o convidou para uma festa que haveria na casa de Roberto Bolaños. Rubém o pôs no colo e juntos encenaram um ventrílogo, sendo Carlos (Kiko) o boneco. Bolaños se impressionou com sua capacidade e o convidou para seu elenco e assim Carlos Villagran brilhou muitos anos no seriado “Chaves”. A sua vida profissional de fotógrafo ficou para trás no passado. Em 2010 ele esteve no Brasil e deu várias entrevistas na televisão sobre sua vida na mídia.

Como ator e comediante essa vida de artista faz sentido, mas a vida real não é um faz de contas. Todos que passamos por este mundo temos um compromisso acertado lá na frente quando um dia vamos estar diante do rei do universo para a decisão definitiva do futuro de nossa vida. Aqui neste mundo podemos brincar de palco num teatro, mas um dia enfrentaremos a realidade. Haverá um momento em que todos estaremos diante do início de um dia eterno, e qual será nosso destino eterno? Não podemos brincar agora com a vida, primeiro porque a vida não é um teatro e segundo porque o tempo está passando e o palco da vida ficando para trás. O dia eterno se aproxima velozmente e onde estaremos quando a amanhã eterna raiar?

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