Meditação diária de 27/06/2020 por Flávio Reti – Lampião Coleman
27/06/2020
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28/06/2020

Meditação diária de 28/06/2020 por Flávio Reti – A Lanterna

28 de junho

III João 8  “Portanto, os tais (os irmãos) devemos acolher, para que sejamos cooperadores da verdade”

A Lanterna

Você vai ler agora sobre a lanterna, mas não pense em lanterna para alumiar, porque não é isso. Lanterna foi o nome de um jornaleco, um periódico, criado especificamente para desmoralizar o clero da época. Clero é o conjunto de dignitários da igreja dominante, aqui no Brasil a igreja católica. Era um jornaleco anticlerical fundado na cidade de São Paulo em 1901 e que se extinguiu em 1935. Benjamim Motta, o criador do jornaleco, era um jornalista com fama de anarquista e tremendamente anticlerical, além de maçom, ainda mais porque a igreja apoiava a política e vice-versa. Então surgem os anarquistas com uma ideologia que se opunha a todo e qualquer tipo de organização, hierarquia e dominação dos poderosos. A crítica e a oposição era contra a política, a classe econômica, a nata social e os intelectuais e especialmente contra o Estado capitalista que reinava na vida do século XIX. Na visão de seus organizadores, eles queriam uma sociedade mais livre, cooperativa em todos os seguimentos sociais. O clericalismo não dava espaço para o laicismo, isto é, a atuação dos membros leigos da sociedade, porque tudo vinha enlatado de cima para baixo. A atitude do jornal era uma crítica acirrada contra as instituições eclesiásticas e contra a governança e nada tinha contra o cristianismo, aliás, os escritores se diziam cristãos. Por outro lado, a política que apoiava a igreja era igualmente alvo da crítica. Quando se fala em anticlericalismo no mundo, geralmente é contra as igrejas cristãs, mas pode muito bem acontecer anticlericalismo contra outra igrejas e demais religiões. Essa atitude de oposição e crítica tem origem com a revolução francesa e com o início do chamado iluminismo na Europa com as revoluções do proletariado e dos movimentos liberais. Convém lembrar que a burguesia responsável pelo iluminismo na Europa era mais voltada para o materialismo ao invés do lado espiritual, aliás, foi nessa época que alguém disse que a religião era o ópio do povo e surge Jacques George Derrida com a proposta de que Deus morreu. Embora tudo isso tenha ocorrido na virada do século XVIII, algumas ideias perduraram um pouco mais e chegaram ao século XX como bem atesta O Lanterna. A época do Lanterna era mais ou menos como aquele provérbio popular em Espanhol: “Si hay gobierno, dile que estoy en contra” (Se há governo, diga-lhe que sou contra). Ser contra é natural do ser humano. A gente vê todos os dias oposição entre as pessoas, na família, no local de trabalho, nas escolas, nas igrejas e especialmente nos governos. O homem chega ao absurdo de ser contra Deus, o seu criador. Cumpre-nos cuidar para não nos tornarmos opositores do estabelecimento do reino de Deus para a salvação da humanidade. Para Jesus voltar logo, seu reino precisa ser conhecido de toda a humanidade e isso não podemos contrariar, porque é planejamento divino.

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