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28 de abril

Isaías 60:8  “Quem são esses que vêm voando como nuvens e como pombas para as suas janelas?”

João Ribeiro de Barros

Quer mesmo saber quem foi João Ribeiro de Barros? Pois ele foi o primeiro aviador, primeiro piloto, que realizou um voo transatlântico, que cruzou o Atlântico. O ano era 1927, e ninguém jamais havia feito tal façanha, deixar a Europa e cruzar o Oceano Atlântico a bordo de um avião precário como era na época. João Ribeiro partiu da Itália, fez escalas na Espanha, no Canal de Gibraltar, em Cabo Verde na costa da África e por último em Fernando de Noronha, já em território brasileiro. Nascido na cidade de Jaú, onde estudou até o nível de Ensino Médio ele, depois, terminou em São Paulo no Instituto de Ciências e Letras de São Paulo. Seu brevê para pilotar ele conseguiu de uma Instituição denominada Liga Internacional dos Aviadores que não ficava no Brasil, mas na França, de maneira que ele tinha licença para pilotar apenas na França. Ele sempre sonhou em fazer o que chamava de “reide” que era como conheciam a travessia do Atlântico a bordo de um avião sem utilizar pontos de apoio de navios nos mares. Tinha que ser independente. Na verdade ele queria vir e voltar, mas ao aqui chegar teve a volta negada pelo governo brasileiro. Havia nos seus dias uma certa disputa entre países para definir quem, de fato, tinha a supremacia dos ares. Na lista estavam a Alemanha, a França, a Inglaterra, inclusive os Estados Unidos, mas foi um brasileiro o dono da façanha e sem contar com apoio de governos, para isso ele utilizou sua fortuna adquirida por herança de família para bancar as despesas da ousadia. Hoje, seu avião, batizado de Jahu conforme a grafia da época, se encontra no museu da cidade de São Carlos, aqui pertinho de nós. Esse avião, um hidroavião, saiu de fábrica com o nome de Alcione e foi rebatizado por João Ribeiro de Barros com o nome de Jahu, para homenagear sua cidade natal. Não foi uma viagem fácil, duas vezes tiveram que amerissar, duas vezes na Espanha por problemas na bomba de combustível e só depois descobriram que haviam sabotado o combustível colocando sabão no tanque, mas detectado o problema a viagem seguiu em frente. Enquanto o avião era consertado, João Ribeiro recebeu um telegrama do governo brasileiro dizendo que ele deveria abortar o plano de voo e que desmontasse o aparelho e o enviasse para o Brasil encaixotado, para ser usado aqui internamente. No dia 28 de abril de 1927, às 4h30 da manhã, ele partiu de Cabo Verde e às 17h00 baixaram na enseada de Fernando de Noronha, 12h30 de voo direto, realmente uma aventura digna de ser louvada e comemorada. De lá, de Fernando de Noronha, ele veio fazendo escalas em Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo, amerissando numa das represas da região. Hoje, seus restos mortais se encontram sob um monumento erigido na praça Siqueira Campos, na sua cidade natal, Jaú.

O sonho de voar sempre esteve no homem, desde a fábula de Ícaro, na mitologia grega. Mas bom mesmo é saber que no céu os remidos terão asas e alçarão voo incansável para os mundos distantes (O Grande Conflito, págs. 677). 

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