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Meditação diária de 28/02/2019 por Flávio Reti – Sir Charles Spencer

28 de fevereiro

Salmos 30:5  “O choro pode durar uma noite, pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo”

Sir Charles Spencer

Olhe bem para essa foto, você consegue reconhecer quem é este personagem? Eu omiti propositalmente o último sobrenome dele para dificultar sua adivinhação. Vamos facilitar, então! Ele foi ator, produtor de cinema, humorista, comediante, dançarino, roteirista, escritor, empresário e pra complementar músico. Conhecidíssimo pelos seus filmes, sendo alguns deles os mais famosos “O Garoto”, “O Imigrante” do tempo ainda do cinema mudo. Foi um grande influenciador de Roberto Bolaños, o Chaves do seriado mexicano. Seu principal personagem era The Tramp, mais conhecido no Brasil como Carlitos, ou o Vagabundo. Ele sempre se apresentava como um andarilho pobre, mas com um comportamento refinado, um perfeito cavalheiro educado, usava um fraque preto desfiado, esgarçando, calça velha, sapato maior que seu número, um chapéu tipo cartola e uma bengala. Andava com os pés abertos e de modo engraçado. Adivinhou? É o Charles Chaplin! O início de sua vida foi vivido dentro de orfanatos e exatamente aí ele colecionou experiências que o ajudariam futuramente como roteirista, dirigente e intérprete de seus filmes. Esse início de vida nada tinha de humor, só ironia, mas com isso ele soube sensibilizar e arrancar aplausos do público de todo o mundo. Em um dia muito frio de 1977, com 88 anos de vida, morria o gênio do cinema mudo, o gênio da infância solitária e triste, o mesmo que fez milhares de expectadores em todo mundo rir e chorar. Existe um provérbio popular que diz mais ou menos assim: “Se a vida lhe der um limão, faça dele uma limonada” e foi exatamente isso que Charles Chaplin soube fazer. Ele viveu os horrores da primeira e da segunda guerras mundiais, período negro e lúgubre na sociedade da época, mas ele sabia dar um pouco de alegria e divertimento a todos, em especial para as tropas engajadas nas guerras. Ele levava espetáculos aos acampamentos dos exércitos e conseguia fazer soldados tristes rirem por um pouco, mesmo diante de situações perigosas e sem definição de vida no amanhã.

Seu profissionalismo nos ensina uma boa maneira de encarar a vida em tempos de crise. “Rir ainda é o melhor remédio”. Reclamar, resmungar, ficar roendo uma situação desagradável não vai levar a sucesso algum, logo, que adianta reclamar da vida e ficar parado esperando por um milagre? Nas palavras do profeta Isaías temos um incentivo semelhante: “Levanta-te e resplandece, porque é chegada a tua luz e é nascida sobre ti a glória do Senhor”. Assim como o mundo dos dias de Chaplin passava por dificuldades políticas, a nação de Israel nos dias de Isaías também passava por dificuldades, especialmente a aproximação do cativeiro babilônico para onde logo seriam levados. Está aí uma lição de vida, ser otimista mesmo em tempos difíceis, aliás, isso é o que se espera dos cristãos dos últimos dias. Ter o semblante alegre ainda mais sabendo que Cristo em breve virá e com ele virá também a nossa redenção. Viver sem esperança deve ser sufocante para a alma, viver sem esperança não é viver, é vegetar, e sem previsão de nada.

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