Meditação diária de 26/10/2017 por Flávio Reti
26/10/2017
Comentários da Lição 4 (4o Trim/2017) por Membros da Classe do EJC
27/10/2017

Meditação diária de 27/10/2017 por Flávio Reti

27 de outubro
Dia da oração pela paz

I Pedro 5:14   “Paz seja com todos vós que estais em Cristo”

Em 1986, já faz tempo, o papa João Paulo II reuniu os principais líderes religiosos, na cidade de Assis, na Itália e convocou-os a rezar pela paz mundial. Alguém, entrevistado pelo jornal a respeito da atitude do papa, disse o seguinte: “Eles têm que orar mesmo. Pois as religiões têm sido, em toda história da humanidade a maior causa de guerra. Se com eles orando pela paz já é assim, imaginem se não desejassem a paz”! No Salmo três, temos uma oração de Davi. Nela o verso sete diz: “Levanta-te, Senhor, salva-me, Deus meu, pois tu feres no queixo todos os meus inimigos, quebras os dentes aos ímpios”. Isso nos dá a entender que a paz mundial só seria possível se Deus quebrasse os dentes dos ímpios, os que não eram judeus como Davi e que não seguiam os mandamentos de Deus e quando o resto do mundo se curvasse diante do judaísmo. Parece-nos que essa atitude ainda não mudou. Cada um ora pela paz pensando e pedindo a eliminação de todas as outras religiões. Essa não é a maneira correta de orar e pedir pela paz. A paz externa, entre as nações, deve existir primeiro dentro dos indivíduos. Enquanto houver uma pontinha de ódio no coração, indivíduo algum pode sentir paz, ele vai querer eliminar a causa do ódio, que ele geralmente acha que é o outro e nunca ele mesmo.

Para aquela reunião sobre a paz, o Papa chegou de helicóptero, às 10h55min da manhã de uma terça-feira a Assis, para o Dia Mundial de Oração pela Paz, e o lema do evento era “Sede de Paz. Religiões e Culturas em diálogo”, promovido pela Diocese de Assis, Famílias Franciscanas e Comunidade de Santo Egídio. Depois de aterrissar no Campo Esportivo “Migaghelli”, em Santa Maria dos Anjos, Francisco foi de automóvel até o Sacro Convento de Assis, onde foi recebido, entre outros, pelo Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I; o Patriarca Sírio-ortodoxo de Antioquia Ignatius Efrem II; pelo Vice-Presidente da Universidade de Al-Azhar, Egito, Abbas Schuman; pelo Arcebispo de Cantuária e Primaz da Igreja Anglicana Justin Welby, pelo Rabino Chefe de Roma, Riccardo di Segni, entre outros. Já se passaram 31 anos depois daquele movimento todo, é hora de perguntar, a paz voltou ao mundo? Resolveram aqueles líderes de suas religiões alguma coisa sobre a paz no mundo? Acho que pelo contrário, a paz parece uma sombra, quanto mais se corre atrás dela, mais ela se distancia de nós. Você deve ter visto e por certo já conhece a famosa oração de São Francisco. Ela está reproduzida abaixo para nossa meditação. A intenção dele está corretíssima. Vamos aproveitar uma frase da oração dele.

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

“Senhor fazei de mim um instrumento da tua paz”. Repare que na oração dele a tônica é sempre “que eu leve”.  A paz deve realmente começar por mim. Se eu estiver em paz, essa paz vai irradiar e outros vão sentir paz estando perto de mim e assim a paz iria se alastrando até alcançar o mundo. Mas o que vemos é muito ódio arraigado nos corações de povos inteiros, de nações odiosas cujo objetivo é eliminar a outra. Onde houver ódio o amor não consegue medrar. Ore pela paz, é correto, mas ore pedindo paz no seu coração em primeiro lugar e depois para o coração dos outros.

 

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