ContraPonto – Inteligência Emocional
26/05/2017
Meditação Diária de 28/05/2017 por Flávio Reti
28/05/2017

Meditação Diária de 27/05/2017 por Flávio Reti

Dia Nacional da mata atlântica

“E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que deem sementes e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, deem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi” Gênesis 1:11

Há uma necessidade emergencial de proteger a mata atlântica e recuperar tudo que um dia existiu e foi desmatado no Brasil, necessidade de conscientização da população em geral para a gravidade do problema. Estima-se que de tudo que um dia existiu no Brasil, só exista hoje 7% do bioma inicial. Tudo vem sendo devastado à propósito do crescimento da população e dos grandes centros urbanos. Ao devastar a mata, desaparecem com ela os animais que nela habitam, logo, os animais também entram em extinção. Estima-se que 60% dos animais do Brasil dependem desse bioma para existir. Parece pouco, mas um dia para defender nossa mata atlântica é nada diante do prejuízo que sua destruição pode causar na flora e na fauna. Esse dia foi instituído por decreto presidencial em 1999 fazendo alusão à carta de São Vicente, na qual o padre Anchieta havia descrito as belezas da floresta brasileira lá nos idos de 1560. Algumas outras organizações se levantaram para ajudar proteger nossas matas. S.O.S. Mata Atlântica, Instituto Chico Mendes, entre várias.

As escolas em geral, em todos os níveis, nesta data, organizam atividades e palestras que visam a educação da população sobre os cuidados que todos temos para diminuir a degradação das nossas florestas.

Nossa palavra madeira, mater, de origem latina, é a mesma palavra para dizer mãe. Os romanos consideravam a floresta, que produzia a madeira, como a mãe de tudo. Era das árvores que vinha o sustento, as mobílias da casa, a lenha para acender fogo e aquecer os lares, mater era uma palavra amplamente conhecida pelas suas utilidades e por ela fornecer tudo, se estendeu para significar “mãe”.

Quando Salomão se propôs a construir o templo de Jerusalém, ele entrou em contato com o rei de Tiro para obter madeira. O rei de Tiro se dispôs cortar a madeira e jogar ao mar, para que os servos de Salomão as retirassem do mar e levassem para o local onde seriam usadas. O relato diz que Hirão, rei de Tiro, dava a Salomão madeira de cedro e cipreste conforme o seu desejo e Salomão pagava com azeite e trigo. Era um grande empreendimento e exigiu muita madeira. A devastação já havia começado e nós estamos vendo ainda hoje.

No plano de Deus, ao ser criado, o homem foi inserido no meio de um jardim com árvores frondosas e tinha a incumbência de cuidar dele. Infelizmente, o homem pecou e de lá foi expulso para lavrar a terra do lado de fora. Em seguida já encontramos Noé cortando madeira para fazer a enorme arca a fim de conservar com vida algumas espécies de animais durante o dilúvio.

O homem sempre se achou no direito de destruir a criação de Deus. Hoje não é diferente. Estamos destruindo a terra, nosso planeta, nosso lar e estamos chegando a um ponto que não haverá como retroceder. Por isso vamos entrar nessa campanha de proteção das nossas matas, dos nossos animais, e do nosso planeta. Afinal, os mais beneficiados seremos nós mesmos. Vamos começar? “Para muitos dos que residem nas cidades, sem ter um cantinho de relva verde em que pisar, que olham ano após ano para pátios imundos, becos estreitos, paredes e pavimentos de tijolo e céus nublados de poeira e fumaça – pudessem eles ser levados a algum distrito agrícola, circundado de verdes campinas, matas, colinas e riachos, os límpidos céus e o ar fresco e puro dos campos, isto lhes pareceria quase um paraíso” (A Ciência do Bom Viver, págs. 191). Um dia o Éden será restaurado e nós nos mudaremos para lá novamente. Votar ao lar de inocência e de prazer que foi sonhado para a raça humana. Será o maior privilégio jamais concedido aos mortais, só mesmo para os transformados por Jesus. Até quem não gosta de mato vai querer estar lá. É a volta à pureza em que fomos criados.

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