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Meditação diária de 27/08/2019 por Flávio Reti – K’ung Ch’iu, K’ung Chung-ni

27 de agosto

II Timóteo 2:16  “Evita as conversas vãs e profanas, porque os que delas usam passarão a impiedade ainda maior”

K’ung Ch’iu, K’ung Chung-ni

Citando apenas o nome sem outras informações, dificilmente alguém descobriria quem é a pessoa, mas esse nome se refere a Confúcio, tradicionalmente considerado um mestre, filósofo chinês e grande pensador. Não se tem muita informação a respeito de Confúcio porque ele nasceu há 551 anos antes de Cristo e daquele tempo raramente temos alguma coisa escrita. Muito do que se atribui a Confúcio chegou até nós pela tradição oral de filósofos admiradores de suas teorias. As filosofias de Confúcio geralmente eram aplicadas à moralidade entre as pessoas e com os governos e tinham a ver com justiça e sinceridade nas relações sociais. A China conservou esses ensinamentos e os desenvolveu num sistema filosófico denominado Confucionismo e muita coisa apareceu escrita atribuídas a Confúcio, mas quase nada pode ser comprovado com certeza de autoria dele. Depois da criação do 1º Império Chinês, datado de 221 antes de Cristo, os chamados acadêmicos redigiram muitas coisas e atribuíram a Confúcio e desde lá vêm compilando obras e mais obras nessa linha de raciocínio. As tradições e crenças chinesas, a defesa da lealdade familiar, o respeito pelos ancestrais e também com os idosos, a família como sustentação da sociedade e do governo. Pelo que se apurou, Confúcio não nasceu de uma família aristocrática, mas de origem pobre, porque seu pai era apenas professor e guerreiro. Diz a tradição que o pai de Confúcio se casou com a mãe dele quanto estava com 70 anos e ela 15 anos de onde nasceu Confúcio. Dos 11 filhos do casal, Confúcio era o mais novo e seu pai morreu quando ele ainda tinha 3 anos, logo, pela necessidade, Confúcio ainda muito jovem se viu obrigado a trabalhar para o sustento da família. Embora pobre, aos 15 anos ele resolveu se interessar pelos estudos, mas até concluir algum curso usou suas capacidades trabalhando como pastor de ovelhas, vaqueiro e chegou a funcionário público, um contabilista na época. Confúcio viajou por toda a China e sempre esteve em contato com o povo pregando a necessidade de uma mudança no sistema de governo com vistas ao bem estar dos súditos, à diminuição dos impostos e à diminuição das penas severas aplicadas por delitos comuns. Para os chineses de hoje, Confúcio se impõe como um grande herói da China, exatamente porque se identificava com o povo, usava barba longa, uma demonstração de sabedoria. Se ia pescar, usava anzol, nunca a rede, e dizia ele que era para dar opção aos peixes, se ia caçar, usava um arco pequeno para que os animais tivessem a chance de escapar e fugir. Conta-se que ele comia devagar, não falava durante a refeição, era sempre discreto mas muito direto e franco quando falava. Sua pregação era que cada um cumprisse seu dever corretamente e que isso se transformasse em hábito de vida, assim, os excessos seriam evitados e os espíritos apaziguados. Nada mais era do que pregar o bem estar comum. Se quiser resumir sua filosofia, enumere o seguinte: altruísmo, cortesia, conhecimento e sabedoria, integridade, fidelidade, justiça e honra, tudo isso segundo ele, porque estavam faltando na sociedade em que vivia. Em seu túmulo está registrado o seguinte: “Senhor promotor da cultura, Grande sábio e grande empreendedor”. Durante sua vida, Confúcio não pregava uma religião, uma teologia, mas uma filosofia de vida com a correção do comportamento humano, era mais um código de conduta para este mundo e não para a vida no céu, como pregam os cristãos. Só Cristo pensou em redimir o homem para a eternidade.

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