Feliz Sábado
26/06/2020
Meditação diária de 28/06/2020 por Flávio Reti – A Lanterna
28/06/2020

Meditação diária de 27/06/2020 por Flávio Reti – Lampião Coleman

27 de junho

Mateus 5:16  “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso pai que está nos céus”

Lampião Coleman

Quando ainda era menino, talvez uns 12 anos, eu me lembro que moramos em uma casa alugada que pertencia a um auxiliar do padre local, lá na vila de Guaianás, no município de Pederneiras. Um belo dia, como menino irrequieto, eu resolvi subir no forro da casa para bisbilhotar lá por dentro, acima da laje e abaixo do telhado, um espaço que parecia vazio. Lá dentro estavam alguns lampiões enormes que espevitaram ainda mais minha curiosidade. Perguntando aqui e ali descobri que aqueles lampiões pertenciam à paróquia local e que haviam sido guardados ali porque recentemente uma pequena empresa eletrificou as ruas da vila com energia elétrica e os lampiões que eram usados para iluminar o pátio da igreja nos dias de festa perderam a utilidade e estavam guardados na casa do sacristão, exatamente onde eu fui morar. Mas o uso de lampiões marca um período intermediário entre as antigas lamparinas de argila ou velas de sebo e a chegada da luz elétrica. Inicialmente os lampiões eram acendidos com querosene, havia até o funcionário público acendedor de lampiões, e mais recentemente com gás embalados em pequenos botijões de meio litro mais ou menos. Houve inclusive um jovem empreendedor de nome William Coffin Coleman, um jovem comerciante americano, que fundou uma empresa de nome Coleman Company especializada em produtos específicos para acampamentos, como era o costume dos americanos do século passado. Foi ele que deu início à popularização do lampião a querosene que veio a se chamar e ser conhecido no mundo como lampião Coleman. Depois de empresário, William Coleman foi político e prefeito de uma cidade (Wichita) no Estado do Texas e acabou morrendo político, em 1957, mas deixou sua marca de lampiões disseminada no mundo todo. E o que eu aprendo lendo essa história sem graça sobre lampiões? Eu passo a recordar o que disse o rei Salomão lá pelos anos 950 antes de Cristo nascer que “a vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Prov.4:18). Pois assim foi o processo de iluminação no mundo. Começou lá com as lamparinas de argila, passou pelas velas, pelos lampiões e pela luz incandescente e já estamos na luz fria de LED. No mundo físico a luz evoluiu e na vida espiritual a luz da verdade em nossa vida também deve evoluir. Quando no início cremos, tínhamos pouca luz do evangelho, mas com o decorrer do tempo vamos despertando e brilhando cada vez mais. Assim é realmente a vida do cristão.

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