Meditação diária de 26/05/2020 por Flávio Reti – Fogos de artifício
26/05/2020
Meditação diária de 28/05/2020 por Flávio Reti – Fórceps
28/05/2020

Meditação diária de 27/05/2020 por Flávio Reti – Fonógrafo

27 de maio

Salmos 95:1  “Vinde, cantemos alegremente ao Senhor, cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação”

Fonógrafo

Pensa o que? O fonógrafo já foi coisa muito chic! Inventado por Thomas Edson em 1877, servia para gravação e reprodução de sons. Pensa no que significou a possibilidade de prender o som, aprisionar o som num cilindro metálico e ouvir depois quando quisesse. Era uma tremenda tecnologia para a época! Muitos outros tentaram a façanha de gravar de forma mecânica as vibrações sonoras em algum meio. O primeiro que Edson inventou nem se chamava fonógrafo, era vibroscópio, o primeiro a repetir as vibrações gravadas em um cilindro quando as trilhas eram percorridas por uma agulha conectada a um diafragma. O aparelho anunciado por Edson era um cilindro recoberto por uma película de estanho. Uma espécie de agulha com uma ponta aguda era pressionada sobre o cilindro estanhado e na outra ponta da agulha colado nela estava um diafragma, uma membrana redonda que ao vibrar com o som do ambiente movimentava a agulha que escrevia sulco no cilindro enquanto ele girava. Para fazer girar o cilindro um sistema de manivela foi adaptado e o operador ia falando e girando a manivela enquanto o diafragma ia vibrando e gravando o som no cilindro. Na reprodução a agulha percorria o mesmo caminho dos sulcos enquanto fazia o diafragma vibrar dentro de um cone de metal amplificando o som. Não pense que foi fácil vender aquela geringonça, porque a população não demonstrou muito interesse. Músicos se interessaram pelo aparelho, mas a população não, e o próprio Edson achava que aquilo não servia para entretenimento e se preocupou mais em continuar com o aperfeiçoamento da lâmpada elétrica. Mas um concorrente seu, Alexander Grahan Bell, tentou aperfeiçoar o aparelho criando um sistema de trocar o cilindro e assim o meio de gravação não ficava mais preso ao aparelho, podia ser retirado, guardado e substituído. Era o início da cilindroteca e Grahan Bell chamou o seu aparelho de gramofone que vinha com cilindros virgens para serem gravados pelo comprador e daí começou a comercialização e começou também a significar lucros para todos, inventores, comerciantes e o país, com o dinheiro dos impostos. Por um tempo o fonógrafo e o gramofone caminharam juntos, mas eis que um tal de Berliner trocou o cilindro por um disco de goma laca que era mais fácil de prensar e fazer cópias mais eficientes e mais fáceis até de guardar, porque, convenhamos, guardar cilindros metálicos não era fácil. Nunca existiram dois cilindros iguais, porque eram gravados um por um cada vez e era impossível sair igualzinho ao anterior, já com os discos de goma sim, era possível prensar e copiar igual e com isso o disco passou a ser produzido comercialmente. Agora o certo era produzir tocadores de discos que logo passaram a ser elétricos e daí tudo decolou. E daí, como você acha que deveria ser nosso louvor? Gravado e reproduzido nas nossas reuniões ou cantados ao vivo? Temos as duas possibilidades, mas de qual Deus mais se agrada?

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