Meditação diária de 26/02/2019 por Flávio Reti – William Frederick Cody
26/02/2019
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27/02/2019

Meditação diária de 27/02/2019 por Flávio Reti – Flavius Valerius Constantinus

27 de fevereiro

Isaías 8:20  “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”

Flavius Valerius Constantinus

Foi um dos imperadores romanos que foi aclamado de Augustus pelas suas próprias tropas e que governou o império até a sua morte. Esse era Constantino, que foi poderoso nas suas conquistas, chegou a construir uma nova residência imperial de Bizâncio denominando-a de Nova Roma, mas para honrá-lo e para bajular, seus súditos preferiam chamá-la de Constantinopla, a cidade que viria a ser a capital do Império Romano no Oriente por mais de mil anos. Foi ele mesmo que não conseguindo conter o crescimento do cristianismo, o temor dos imperadores anteriores, “se converteu” ao cristianismo em 312 d.C transformando o cristianismo em religião estatal. Essa figura controversa acabou entrando para a história como o primeiro imperador romano que admitiu o cristianismo e professou ser cristão. Logo após essa discutida conversão, ele venceu a batalha de Magêncio, perto de Roma, e atribuiu a vitória ao Deus dos cristãos. O destaque fica para um dito sonho que ele teve na noite anterior à batalha. Segundo à tradição, ele sonhou com uma cruz e nela estava escrito em latim a frase “In hoc signo vinces” que traduzindo será “Com este símbolo vencerás”. No dia seguinte, bem cedo, mandou pintar uma cruz nos escudos e nas demais armas de guerra e foi assim que conseguiu a vitória. Essa sua crença no cristianismo é discutida porque até o final de seu reinado, na sua morte, ele ainda adorava ao deus Sol, o que é comprovado com as inscrições do deus Sol nas suas moedas. Ele chegou a adotar o signo “chi-ró” que eram as duas letras gregas correspondentes ao X e ao P sobrepostos representando o nome de Cristo. Ele perseguiu o apoio dos cristãos mas não podia desprezar a força dos pagãos, por isso ele mesmo determinou oficialmente o domingo como dia de repouso, o dia do sol na tradição imperial pagã. Esse foi o começo da grande apostasia do cristianismo. Há na língua Portuguesa uma expressão que demonstra muito bem essa atuação de Constantino: “Ter o pé em duas canoas”, e foi realmente isso o que ele fez. Como não podia com os cristãos, juntou-se a eles sem deixar de corresponder com os costumes pagãos criando assim uma dicotomia no cristianismo. Quanta razão tinha Jesus ao dizer “seja a vossa palavra sim, sim, e o vosso não, não, porque o que disto passar é de procedência maligna” (Mat.5:37; Tiago 5:12), para não cairdes em tentação, termina a afirmação de Tiago. Segundo os relatos da história, Constantino nunca foi genuinamente cristão e nem foi sinceramente pagão, porque ele politicamente conseguiu iludir ambos os lados. Está aí um comportamento que nós cristãos devemos evitar. Eu não posso demonstrar ter duas caras se tiver realmente apenas uma. Os registros do céu vão trazer muitas surpresas para muita gente que passou por esta vida. Constantino era consciente do que fazia, mas nunca fez ideia do mal que causou à causa de Cristo, o desconforto que hoje vemos em centenas de igrejas em torno do domingo que ele levou para dentro do cristianismo.

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