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Meditação diária de 26/08/2017 por Flávio Reti

26 de agosto

Dia dos direitos do cidadão

Jó 8:3    “Perverteria Deus o direito ou perverteria o Todo-Poderoso a justiça?

Quando lemos ou ouvimos essa expressão, a gente não tem ideia de como e onde começou essa que parece ser a mais perfeita das resoluções já tomadas por uma sociedade. Para nos situar na história, vamos nos reportar à revolução Francesa, em 1792. A revolução marca um rompimento com o regime absolutista, especialmente na França, e iniciou na Europa um movimento denominado iluminismo. Era a oportunidade de abertura para mudanças significativas na política, no comércio, nas letras e nas artes. O mundo estava mudando e as palavras correntes eram liberdade, fraternidade e igualdade acima de qualquer interesse particular (este é o lema da França). O absolutismo era a ferramenta da opressão, do controle, da exploração do povo pelos monarcas e pelo clero. Com a revolução, as coisas começam a mudar para a abertura de tudo.

Foi nesse clima que nasceu a declaração dos direitos do cidadão. Hoje, nos países livres, o cidadão tem o direito de ir e vir livremente, de comprar e vender legalmente, direito à educação, à saúde, ao trabalho, direito de escolher e uma série de outros direitos conquistados. Alguns países, cujo regime ainda é fechado, continuam negando esses direitos básicos aos seus cidadãos, embora estejamos vivendo em pleno século XXI.

A liberdade está no seio de qualquer sociedade, de qualquer ser humano, faz parte de sua estrutura física normal almejar a liberdade, inclusive liberdade de culto e de consciência. O maior e mais desejado direito que a pessoa humana pode desejar ainda é o direito à vida. É desse direito à vida que nasce a discussão sobre o aborto, sobre eutanásia, sobre pena de morte, sobre prisão perpétua, sobre confisco de bens e outros.

Desde a criação do homem, nosso Deus assegurou a suas criaturas o direito a tudo. Em nada nosso Deus tolhe nosso direito de decidir, de escolher, seja pelo certo ou pelo errado. A maior prova de que Deus é amor foi a dádiva do direito de escolha, que alguns dão o nome bonitinho de “livre arbítrio”.

Desde a tomada do Império Romano pelos bárbaros, até o início das grandes navegações na Europa, o mundo viveu sob a opressão da chamada Idade Média, ou idade escura, e na sequência, mal saíam da idade média começa a dominação papal na Europa, a perseguição ao movimento da reforma. A história é realmente escura, negra, sempre fundamentada em dominação, supressão dos direitos básicos dos cidadãos, de manutenção na ignorância, de escravidão física e mental. Por isso é que se dá tanto valor à declaração de direitos do cidadão. Com o despertar do evangelho a partir da Reforma Protestante, o mundo começa a respirar ares de liberdade verdadeira. A presença do evangelho tem esse poder de despertar no homem esse anseio à vida. Jesus estava muito certo quando disse que “se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo.8:36).

Graças a Deus que nos faz homens livres nesse mundo, através do evangelho, e candidatos para seu reino eterno por meio da liberdade provida na cruz e que liberta não só da dominação dos homens, mas inclusive do pecado, e das garras de satanás, o instigador de tudo que nosso mundo vem atravessando que tem acarretado sofrimento ao ser humano. Mais uma vez, graças a Deus!

Obediência a Deus é liberdade do cativeiro do pecado, livramento das paixões e impulsos humanos. O homem pode ser vencedor de si mesmo, vencedor de suas inclinações, vencedor dos principados e potestades e dos “príncipes das trevas deste século” e das “hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efés. 6:12). Ele deseja que o homem, a obra prima de Seu poder criador, atinja o desenvolvimento mais elevado possível. Propõe-nos a altura da bênção à qual nos deseja levar, por meio de Sua graça. Convida-nos a entregar-nos a Ele, a fim de que possa efetuar em nós a Sua vontade. A nós compete escolher se queremos ser libertados da escravidão do pecado, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Caminho a Cristo, p.44). 

 

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