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Meditação diária de 26/12/2020 por Flávio Reti – Sepultamento

26 de dezembro

João 11:25  “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que morra, viverá”

Sepultamento

Esse é um assunto delicado porque consiste em colocar o falecido em alguma sepultura fria e afastada. Costuma-se diferenciar sepultamento de enterro, porque enterro se subentende que é enterrar, na terra mesmo, enquanto sepultamento é guardar a urna funerária, com o morto dentro, em um local construído para esse fim e que pode ser um túmulo, uma gaveta, um jazigo. O costume de enterrar os mortos é tão antigo quanto a civilização e não se tem notícia de quem inventou isso. A bíblia afirma que o “homem foi feito do pó e ao pó deverá voltar” (Gên.3:19), portanto, talvez seja por isso que se alastrou o costume de enterrar nossos mortos. Há algumas razões lógicas para esse procedimento e algumas delas podem ser para evitar espalhar doença com o corpo em putrefação, para evitar que animais predadores e carniceiros fossem atraídos, para esconder o corpo evitando o desgaste emocional da família. Na idade média, até o século XIV, havia o costume de sepultar os corpos de pessoas ilustres ligadas à igreja dentro das próprias igrejas, mas eis que surgiu uma doença chamada de “peste negra” e passou a ser impossível sepultar tantos corpos dentro das igrejas e então se passou a sepultar em um local próprio, denominado cemitério. E os cemitérios não eram públicos como hoje, eram propriedades da igreja e para pessoas não ligadas à igreja o sepultamento em cemitério era negado. Aqui no Brasil os sepultamentos em igrejas e em cemitérios particulares duraram até o ano 1920 quando os cemitérios passaram a ser criados pelos municípios e oferecidos a todos passando a ser proibido enterro ou sepultamento em qualquer local, porque assim era mais fácil desaparecer com o corpo e muitos crimes ficavam sem esclarecimento, especialmente corpos de escravos e indigentes. Aqui no Brasil enterrar um corpo fora de um cemitério é considerado ocultação de cadáver, um crime portanto. O maior cemitério do mundo se encontra no Iraque, o Wadi-al-Salam com mais de 5 milhões de corpos. Atualmente voltaram a usar o sistema de cremação, criado por volta do ano 1.000 antes de Cristo, mas até 1964 a igreja católica não permitia que um católico fosse cremado. Os custos de um sepultamento, enterro ou cremação são altos e quando a família não pode arcar com as despesas do funeral, as prefeituras oferecem um local de enterro provisório, sendo depois de 3 a 5 anos exumado o corpo e colocado em um ossuário para dar lugar a outro corpo. Nós também cremos que a sepultura, qualquer que seja, é um local provisório, porque Jesus há de vir e nos ressuscitar para a vida eterna. É a nossa bendita esperança de um dia, além da morte, que será vencida, nós estaremos para sempre com o Senhor.

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