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Meditação diária de 26/09/2020 por Flávio Reti – Sandálias Havaianas

26 de setembro

Provérbios 10:22  “A bênção do Senhor é que enriquece e ele não a faz seguir de dor alguma”

Sandálias Havaianas

O pessoal mais antigo, moradores da roça, hão de se lembrar de um calçado chamado Alpargatas, que tinha o solado feito de cordas e o bojo de lona marrom. Alpargatas era a fábrica que passou a dar nome ao calçado, assim como Volkswagen passou a dar nome ao carro. Alpargatas fechou as portas com esse nome, mas reabriu como Havaianas e passou a produzir a sandália havaiana, que na realidade não é uma sandália, mas um chinelo. Numa propaganda das sandálias havaianas o velho comediante Chico Anízio dizia que “não soltam as tiras e não deixam cheiro”. É bom saber que Alpargatas pertencia ao mesmo grupo econômico do Banco Itaú, Duratex fabricantes de chapas de madeira, Pastifício Anhanguera, Moinho Anhanguera entre outras empresas. Todos sabem que havaiana é uma marca de chinelos de borracha que a Alpargatas lançou no Brasil e em 2010, dez anos atrás, ela já tinha produzido mais de 150 milhões de pares anualmente, e hoje deve produzir muito mais. A fabricante das sandálias havaianas no Brasil foi fundada em 1907 por um escocês de nome Robert Fraser como Fábrica Brasileira de Alpargatas e Calçados porque Robert Fraser já havia criado fábricas semelhantes na Argentina e no Uruguai. Inicialmente a fábrica foi montada na Mooca, um bairro de São Paulo, e dois anos depois já mudou o nome para São Paulo Alpargatas Company S.A. que se expandiu grandemente produzindo as sandálias de corda e lona para os trabalhadores das plantações de café que se estendia no interior de São Paulo. Atualmente a marca havaiana é exportada para todos os países, especialmente para os países da Europa. A sandália havaiana ou chinela havaiana é algo muito simples, apenas uma sola de borracha e uma tira também de borracha no formato mais ou menos de um pé e está feito o sucesso. Uma história, uma indústria, uma tradição para produzir um chinelo que mal protege a sola do pé. Quando os Israelitas saíram do Egito, eles rumaram rumo ao deserto e por lá vaguearam durante quarenta anos e Moisés, o líder daquela saga, afirma que “durante quarenta anos Deus sustentou o povo no deserto e não lhes faltou nada, a roupa não se envelheceu nem o seu sapato e seus pés não se machucaram” (Deut.29:5). Não temos a informação de qual calçado eles usavam na travessia do deserto, mas se duraram quarenta anos deveriam ser mais resistentes do que os nossos de hoje. E assim é, como diz o ditado popular que “o pouco com Deus é muito e o muito sem Deus não vale nada”. A bênção de Deus é que faz tudo perdurar além das nossas contas.

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