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25/08/2019
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26/08/2019

Meditação diária de 26/08/2019 por Flávio Reti – Albert Bruce Sabin

26 de agosto

Lucas 22:26  “Mas vós não sereis assim, antes, o maior entre vós seja como o mais novo e quem governa como quem serve”

Albert Bruce Sabin

Sabin foi um grande pesquisador e que ficou mais conhecido pela descoberta da vacina para combater a poliomielite, a famosa “gotinha” para felicidade das crianças que detestavam a agulha. Sabin nasceu em território Russo, a parte que hoje é a Polônia, mas emigrou para os Estados Unidos onde desenvolveu, no Instituto Rockfeller de Pesquisas Médicas, a vacina tão valiosa para o mundo todo. Sabin esteve várias vezes no Brasil e por incrível que pareça ele se casou com uma brasileira, a Senhora Heloisa Dunshee Abranches. Desnecessário dizer que, pela sua contribuição à medicina mundial, seu nome consta em centenas de Escolas, hospitais, clínicas, ruas e avenidas. Prêmios e medalhas ele recebeu aos montes. Lógico, ele publicou mais de 350 estudos e trabalhos de pesquisa sobre pneumonia, encefalite, dengue e até câncer. Ele foi o primeiro a isolar o vírus da dengue tipo 1, na região do mar mediterrâneo e depois o tipo 2, na região do Oceano Pacífico. Após a segunda grande guerra, a doença da Poliomielite vinha se desenvolvendo muito e o governo americano investiu na pesquisa de alguma solução para a doença. Depois de 5 anos de pesquisa Sabin deu a solução com uma vacina contendo vírus vivo atenuado e eliminou com sucesso a doença em quase todo mundo. Alguns países da África e da Ásia não aderiram à vacina. A grandeza de alma de Sabin, não foi afundar a cabeça nas pesquisas, mas foi ao renunciar seus direitos da patente da vacina que ele descobriu a fim de facilitar a disseminação dela pelo mundo e milhares de crianças sendo imunizadas evitando a paralisia infantil. É a homens assim que o mundo deve respeito e honras, não apenas lembrança do nome numa rua qualquer ou numa instituição qualquer. Aos 86 anos de vida útil à humanidade, Sabin morreu de um ataque cardíaco, em 1993, em sua própria casa em Washington e foi sepultado no cemitério de Arlington na periferia da cidade de Washington, nos Estados Unidos, o mesmo cemitério onde estão os heróis americanos mortos na segunda guerra mundial. A imagem que muita gente faz de Sabin é de um doutor metido num guarda pó, cercado de secretários e comandando um laboratório de pesquisa. Nada disso, era um camarada muito humilde. Ele nasceu numa pequena aldeia da Polônia que na época do seu nascimento pertencia à Rússia, mas a perseguição russa contra os judeus obrigou sua família emigrar para os Estados Unidos. Sua família era pobre, foi um tio que se compadeceu e pagou seus primeiros estudos na faculdade de Odontologia, mas Sabin mesmo preferiu a medicina e depois de formado foi trabalhar em hospitais, como qualquer outro médico iniciante. Mas a mente de Sabin não se arrastava pela terra poluída de interesses escusos, ela andava pelas alturas, pensando em que poderia ajudar a humanidade e foi isso que ele fez. Esse comportamento nos leva a relembrar as palavras de Jesus: Não vim para ser servido, mas para servir e para dar a vida em resgate de muitos (Mat.20:28). Nosso maior exemplo é Jesus, sem dúvida, mas se quiser se espelhar em algum ser humano, está aí, Albert Bruce Sabin.

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