Semana de oração a Trilha – Passeio ciclístico noturno
25/07/2019
Comentários da Lição 4 (3o Trim/2019) por Pastoral UNASP-HT
26/07/2019

Meditação diária de 26/07/2019 por Flávio Reti – Fulgêncio Batista Zaldívar

26 de julho

Mateus 7:2  “Pois com o juízo com que julgais sereis julgados e com a medida com que medis vos medirão também”

Fulgêncio Batista Zaldívar

Fulgêncio foi um militar cubano que chegou à presidência por duas vezes e que foi derrubado na Revolução Cubana. Até aí nada demais, afinal política é a arte de “um passar o outro pra trás” em qualquer lugar do mundo e em Cuba não poderia ser diferente. Ele já havia assumido o poder derrubando o anterior, Geraldo Machado, afirmando que era um regime autoritário e ao assumir se tornou tão autoritário quanto. No primeiro mandato de Fulgêncio ele se aliou na 1ª guerra mundial contra o Japão, a Alemanha e a Itália e deixou, com isso, um rombo financeiro desastroso para seu sucessor. Passou um tempo fora, nos Estados Unidos, e voltou a Cuba para concorrer nas próximas eleições, mas foi derrotado nas urnas e decidiu liderar um golpe militar e voltou ao poder. Mas desta vez ele suspendeu a constituição, revogou as liberdades políticas, suspendeu o direito de greve e implantou a pena de morte e não esqueceu de atribuir a si mesmo um salário de 144 mil dólares, 44 mil a mais do que o presidente dos Estados Unidos, Harry Truman. Para se sustentar no poder, acossado pela revolta popular, ele implantou um comitê de censura com violência, tortura e execuções públicas e matou mais de 2.000 pessoas. Claro, ele tinha apoio financeiro, militar e logístico dos Estados Unidos que tinham interesse na Ilha de Cuba. Para cada bomba que explodia nas ruas, Fulgêncio retirava dois presos das celas e os executava sumariamente em público. O que ele não esperava era que três figuras influentes se levantassem e fizessem com ele o que ele fez com seu anterior. Fidel Castro, Che Guevara e Raul Castro juntaram forças rebeldes e derrubaram o regime de Fulgêncio Batista. Ele fugiu de Cuba com 40 milhões de dólares e foi para a República Dominicana e de lá para Portugal e lá ele morreu de um infarto. Como os Estados Unidos não aceitou a derrubada de Fulgêncio, o governo revolucionário de Fidel Castro buscou ajuda na União Soviética e a partir dessa data, 1960, o socialismo começou a entrar em Cuba. Esse recorte da história de Cuba e de seus presidentes nos leva a pensar seriamente. Há um ditado popular mais ou menos assim: Quem com ferro fere com ferro será ferido. Parece que esse ditado foi deveras verdadeiro em Cuba, porque Fulgêncio Batista recebeu exatamente o que plantou. Eu sempre pensei da seguinte maneira: Tudo na vida tem consequências para o bem ou para o mal. Tudo nesta vida tem um preço que nós pagamos pela nossa ignorância ou pela nossa sabedoria, só que é inversamente proporcional, porque pela ignorância pagamos mais caro e pela sabedoria nem sempre pagamos.

Uma verdade da qual ninguém vai escapar é que um dia todos nós estaremos diante do juiz de todo o universo para prestar contas de nossa vida. Será a última vez que vamos pagar por alguma coisa, neste caso pelas ações que praticamos neste mundo. O juiz é justo, os autos dão prova de nossa vida e a sentença será igualmente justa. É hora de nos preocuparmos com a maneira como estamos vivendo para não termos surpresas naquele dia do acerto de contas.

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