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25/05/2020
Meditação diária de 27/05/2020 por Flávio Reti – Fonógrafo
27/05/2020

Meditação diária de 26/05/2020 por Flávio Reti – Fogos de artifício

26 de maio

Salmos 8:3-4  “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem para que te lembres dele?”

Fogos de artifício

Quem não gostaria de assistir a uma queima de fogos na virada do ano na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro? Entre o que chamamos de fogos de artifício estão as bombinhas, os rojões, os morteiros, e todos são explosivos. Essa história de fogos de artifício, ou pirotecnia, se iniciou lá pelas bandas da Ásia, quase 2.000 anos antes de Cristo, quando um alquimista chinês meio doido misturou salitre com enxofre e carvão e botou fogo, para descobrir que a mistura explodia. Pronto, estava inventada a pólvora, o elemento principal dos fogos de artifício. Em chinês, o produto ganhou o nome de “huo yao” (fogo químico). Inicialmente a pólvora começou a ser usada para fins pacíficos, úteis, como arrebentar rochas para construção de estradas, fender as rochas de minério para mineração. Antes do século XIX ninguém conhecia outro explosivo além da pólvora, só depois que se descobriu também a nitroglicerina e com ela a fabricação da dinamite. Mas antes ainda do alquimista chinês descobrir a pólvora, os chineses já usavam bambu verde que colocados no fogo explodiam os gomos e eles começaram a jogar bambu verde nas fogueiras durante as comemorações e durante festivais para afastar os espíritos maus. Depois eles tiveram a ideia de rechear os gomos de bambu com a tal mistura do “fogo químico”, a pólvora, e descobriram que a explosão era maior. Esses foram os primeiros fogos de artifício que a história registra. Esse conhecimento da pirotecnia por longo tempo ficou restrito à China e à Índia, mas com o decorrer do tempo foi levado para a Europa pelos gregos e pelos árabes. Depois se acrescentou magnésio e alumínio na pólvora e foram descobrindo efeitos luminosos atraentes. Depois do desenvolvimento da química moderna, muitos outros elementos químicos foram sendo acrescentados e multiplicando os efeitos visuais dos fogos de artifício. Veja, por exemplo, que nitrato + sulfato de estrôncio dá o efeito vermelho. Nitrato +carbonato de bário dá o efeito verde. Oxilato ou carbonato de sódio dá o efeito amarelo e sulfeto de cobre + cloreto de mercúrio dá o efeito azul e é jogando assim com os elementos químicos que se obtém aquela arte que todos admiram. Não esquecer que nisso tudo está um princípio escondido: Armazenar o máximo de energia no mínimo espaço. Todos são explosivos e são usados nas celebrações, comemorações exatamente para gerar explosões ruidosas e coloridas. E o Brasil é, no mundo, o segundo maior produtor de fogos de artifício, perdendo apenas para a China e os maiores produtores estão no Estado de Minas Gerais, em Santo António do Monte. Agora uma perguntinha pertinente: Qual é mais bonito, ver uma demonstração de fogos ou olhar para o céu numa noite clara e estrelada para contemplar as obras de Deus na imensidão do espaço sideral?

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