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25/03/2020
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27/03/2020

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26 de março

II Timóteo 3:1  “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos”

O Cimento

O cimento foi a invenção de um Inglês, em 1786, utilizando uma mistura de calcário calcinado com argila. Esse foi o ponto inicial, claro que hoje o cimento é muito mais químico do que era na época da sua invenção. Mas no antigo Egito o povo já utilizava uma mistura de gesso calcinado com alguns aglomerantes e os gregos usavam pedras vulcânicas que endureciam ao entrar em contato com a água. Hoje é impossível conceber uma construção, seja ela qual for, sem cimento que quase sempre é utilizado para fazer outras misturas como argamassa, concreto. O valor do cimento se mede pela influência que ele tem na economia dos países que o produzem. O cimento como o conhecemos é fabricado a partir de uma mistura denominada clínquer que é uma mistura de calcário e argila e acrescentado de aditivos químicos, e por isso não se tem um tipo de cimento, mas vários, dezenas deles, dependendo da fórmula e da aplicação que se quer dar a ele. O nome, cimento Portland recebeu esse nome porque em 1824 outro Inglês de nome Joseph Aspdin criou lá com um processo semelhante uma mistura que não se dissolvia com a água e que depois de seco era muito parecida na cor, textura e dureza com as pedras retiradas das rochas de uma Ilha Britânica de nome Ilhas de Portland, então ele resolveu dar o nome de cimento Portland pela aparência que sua mistura tinha depois de seca. A maior curiosidade na fabricação do cimento vem quando tomamos conhecimento de que a escória dos altos-fornos onde se produzem o ferro, proveniente do minério de ferro, do carvão coque, possuem silicatos depois de queimados e esses rejeitos da mineração do ferro vão formar o ligante hidráulico do cimento. Na queima dos calcários e outros elementos formadores do cimento, muitos dejetos são utilizados para alimentar o fogo nos fornos e um desses dejetos são pneus velhos, um problema para a população do mundo. Como se pode ver, em todo processo de fabricação do cimento o calor, o fogo está presente e pensando no nosso crescimento cristão, eu diria que as agruras desta vida, as dificuldades pelas quais passamos, as dores, as feridas que sofremos, tudo no final vai fazer parte da nossa personalidade, do nosso caráter e será uma característica de quem somos. Se o cimento sai um produto altamente desejado depois de passar pelos fornos de alta caloria, muito mais nós sairemos purificados depois de passarmos pelas dificuldades da vida. Jesus nunca prometeu uma vida sem dificuldades, mas prometeu livrar-nos do mal. Nossa dificuldade está em aceitar que as durezas da vida são ferramentas de Deus para a formação do nosso caráter.

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