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25 de outubro
Dia do sapateiro

Rute 4:8   “Dizendo, pois, o remidor a Boaz: compra-a para ti, descalçou o sapato”

Desde o dia em que o homem achou que precisava proteger os pés dos espinhos, do frio, das pedras, nasceu a profissão de sapateiro. Os sapateiros de antigamente tinham seus moldes e fabricavam sapatos sob medida, individualizado, customizado como dizemos hoje. E ele consertava também quando despregava, rasgava, porque os sapatos antigamente eram feitos com a sola pregada numa palmilha, eram usados uns preguinhos, com o nome de tachinhas. Hoje os sapatos são feitos industrialmente e colados firmemente ficando melhor do que pregados. E sapateiro não é apenas aquele que conserta sapatos, aquele que fabrica também é. Hoje existem grandes indústrias fabricando sapatos e empregando muitos sapateiros, logo, nada errado com separar um dia para incentivar e comemorar esse profissional.

Viajando pelos Estados Unidos, notamos a presença de muitas lojas de calçados com o nome de “Pay Less” que se for traduzir significa “pague menos”. E notamos que havia muita liquidação com preços irresistíveis. Meu filho resolveu que iria comprar alguns pares para aproveitar o preço e comprou. Ao olhar na sola, lá estava a frase “Made in Brazil”. Conclusão, ele trouxe dos Estados Unidos para o Brasil sapatos fabricados no Brasil. Os sapatos ao longo dos anos tem assumido outros significados, como para os árabes que simboliza coisa suja, a mais suja do mundo. Mostrar a sola do sapato para um árabe é coisa muito ofensiva. Então, cuidado ao cruzar as pernas e mostrar a sola do seu sapato para quem está do lado. Entre eles, os árabes, chamar alguém de “sapato velho, sujo” é um xingamento muito ofensivo. No Egito, ao invés de bater no bumbum com um chinelo, eles batem no pescoço dos delinquentes com um sapato porque isso traz muita vergonha. Nos países orientais (Japão, Coreia, China) as pessoas não entram nas casas calçados, eles tiram o sapato e deixam na entrada. É uma questão cultural, símbolo de limpeza. A Moisés, perante a sarça ardente, foi determinado que tirasse as sandálias, porque a terra em que estava era santa, era a presença de Deus que santificava o local. Semelhantemente os sacerdotes não deveriam entrar no santuário com sapatos nos pés. Partículas de pó que a eles se apegavam, profanariam o lugar santo. Deviam deixar os sapatos no pátio, antes de entrarem no santuário, e também lavar tanto as mãos como os pés, antes de ministrarem no tabernáculo, ou no altar dos holocaustos. Desta maneira ensinava-se constantemente a lição de que toda a contaminação devia ser removida daqueles que se aproximavam da presença de Deus.

Em Israel havia também o costume do parente mais próximo remir a viúva casando-se com ela. Era um ato de misericórdia dando dignidade às viúvas. Nosso verso acima fala de quando Boaz resolveu remir Rute, uma moabita, viúva de um israelita, e ele tirou os sapatos em público como prova de aceitação da viúva. “Antigamente, em Israel, para que o resgate e a transferência de propriedade fossem válidos, a pessoa tirava a sandália e a dava ao outro. Assim oficializavam os negócios em Israel” (Rute 4:7). E através desse acordo público de descalçar os pés, entregar a propriedade do sapato a outro, eram firmados contratos de ordem comercial, conjugal e outros. Não havia cartórios, advogados, meios jurídicos que validassem e defendessem a causa da população, então em Israel, era comum se recorrer ao costume dos sapatos para solucionar pendências. Moisés chegou a instruir o povo a se organizar na porta da cidade e com ajuda dos anciãos, firmar contrato envolvendo os calçados. Aquele que rejeitasse o sapato do outro, estaria renunciando a um dever, por isso, se chamaria: “o descalçado” (Deuteronômio 25:5-10).

A bíblia usa outra forma de se referir ao calçado. Ela fala em calçar os pés com o evangelho da paz (Ef.6:15). É uma linguagem figurada, mas facilmente inteligível para qualquer um, é a forma de dizer que devemos estar alicerçados no conhecimento do evangelho para poder ficar firme diante das circunstâncias que se nos apresentam diariamente. Quem não se aprofunda no conhecimento da ciência da salvação, não deita raízes e sob qualquer vento de doutrina se deixa desviar e em seguida apostatar-se. Nossos sapatos é o evangelho puro, bíblico, vindo do próprio mestre, Jesus. Convém calçá-los, a tempo.

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