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25/08/2017

Meditação diária de 25/08/2017 por Flávio Reti

25 de agosto

Dia do feirante

João 12:24   “Em verdade vos digo que se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto”

Quem não conheceu aquele burburinho que os feirantes fazem nas madrugadas, quando estão montando suas barracas e descarregando seus caminhões de frutas e verduras nas chamadas feiras livres da cidade? É tradicional, os mais velhos deixam de comprar nos modernos supermercados para comprar na feira livre só porque já conhecem os feirantes e gostam de bater papo com eles. Alguns até guardam mercadorias especiais para o amigo que vai chegar para comprar, sabem que é um freguês fiel e assíduo.

Tudo começou com os donos de chácaras na periferia de São Paulo, na maioria deles imigrantes portugueses, lá pelos anos 1915 que sem saber o que fazer com o excesso de produção que não havia sido comercializada com os mercados e as “quitandas” resolveram achar um meio de vender diretamente aos consumidores e daí iniciaram suas atividades numa praça de São Paulo, chamada Largo General Osório. O prefeito de São Paulo na época era Washington Luís, que dá nome a uma importante avenida de São Paulo e ele oficializou a iniciativa em 25 de agosto de 1914. Esse foi o início das chamadas feiras livres que se espalharam pelo Estado de São Paulo, além da cidade de São Paulo.

O profeta Amós fala de um grupo de feirantes desonestos que aguardavam ansiosos a hora para praticar suas falcatruas. “Quando passará a lua nova para vendermos o grão? E o sábado para expormos o trigo, diminuindo a medida e aumentando o preço e procedendo dolosamente com balanças enganadoras, para comprarmos os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sapatos e para vendermos o refugo do trigo?” (Am.8:5-6). Nos dias de Neemias, outro problema com feirantes às portas de Jerusalém. “Naqueles dias, vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam trigo que carregavam sobre jumentos; como também vinho, uvas e figos e toda sorte de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado e protestei contra eles por venderem mantimentos neste dia. Também habitavam em Jerusalém habitantes de Tiro que traziam peixes e toda sorte de mercadorias, que no sábado vendiam aos filhos de Judá e em Jerusalém. Dando já sombra às portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que se fechassem e determinei que não se abrissem, senão após o sábado; às portas coloquei alguns dos meus moços, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado. Então, os negociantes e os vendedores de toda sorte de mercadorias pernoitaram fora de Jerusalém, uma ou duas vezes. Protestei, pois, contra eles e lhes disse: Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, lançarei mão sobre vós. Daí em diante não tornaram a vir no sábado” (Ne.13:15-17).

Aí está uma preocupação de líderes do povo de Israel com a honestidade nos negócios, com o desrespeito com a guarda do sábado e que aconteciam no meio do povo, chamado povo de Deus, e eles, usando de sua autoridade como líderes tomaram providências duras. Às vezes, no afã de querer trabalhar, comercializar, fazer girar a economia local, como no caso daqueles feirantes, a gente pode se esquecer dos mandamentos de Deus, pode deslizar nalguma transação ilícita, afinal, todos estão sujeitos a pecar, mas está aí um exemplo do que não se deve fazer no comércio e muito menos no sábado. Aqueles feirantes dos tempos de Amós e de Neemias nos servem de uma boa lição. Que Deus nos ajude sempre a ser honestos com as pessoas e com ele mesmo. “Agitai, agitai, agitai! Os assuntos que apresentamos ao mundo devem ser para nós uma realidade viva. É importante que, ao defender as doutrinas que consideramos artigos fundamentais da fé, nunca nos permitamos o emprego de argumentos que não sejam inteiramente retos” (Testemunhos Seletetos, vol2, p.313). A palavra chave nas transações é “lisura”. Sabe o que é isso?

 

 

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