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25/06/2017

Meditação diária de 25/06/2017 por Flávio Reti

25 de junho

Dia do quilo

Zacarias 11:12   “E eu lhes disse: se parece bem aos vossos olhos, dai-me o que me é devido e, se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário, trinta moedas de prata”

Era o dia 25 de junho de 1862, Dom Pedro II deve ter acordado meio inspirado e leu alguma coisa sobre novidade no mundo e lá pelas 2 horas da tarde resolveu adotar, no Brasil, o sistema métrico decimal que era usado na França. O sistema se compunha de três unidades: o metro, o litro e o quilograma. Havia muita discordância com o sistema usado anteriormente, porque as medidas não eram unificadas e assim também não eram controladas. Não havia lei de medidas e pesos e também não havia como controlar. Eles até que tinham um arremedo de padrão, era o sistema praticado em Portugal: a libra, a arroba e o salamin. Apesar de ser uma exigência legal, as mediadas e pesos tradicionais no país continuaram vigendo. Eram palmos, jardas, polegadas, côvados, e o peso de mercadorias calculado em libras e arrobas. Havia ainda uma grande variedade de pesos e medidas lineares praticadas durante um século no Brasil. Era a braça, a légua, o feixe, a onça, o quintal e outros mais com os quais a população estava acostumada. O que dom Pedro não esperava era uma série de manifestações por todo o Brasil, sendo a maior delas uma manifestação na Paraíba com quase 1.000 pessoas quebrando os quilos e as medidas das lojas comerciais. Será que até hoje o povo não gosta de padrões? Ou as medidas confundem?

Os hebreus, antes da fabricação da moeda, pesavam a prata e o ouro para os pagamentos (Gen.23:15). Usavam balanças simples e pesos de pedra, tanto para os metais preciosos como para as mercadorias. O siclo era o padrão (Ex.30:13). O gera era a vigésima parte de um siclo (Gen.24:12). O beca era meio siclo, e era o imposto do templo pago por pessoa. Havia o arrátel, equivalente a 60 siclos. Salomão fez 30 escudos e cada um deles consumiu 3 arráteis de ouro (I Reis10:17). No tempo de Jesus os Romanos usavam a libra equivalente a 300 gramas. Maria tomou uma libra de bálsamo precioso para ungir os pés de Jesus (Jo.12:3). Nicodemos levou quase 100 libras para ungir o corpo de Jesus (Jo.19:39). E a gente vai se perdendo em tantas medidas e pesos.

Mas temos que pensar um pouco na afirmação de Jesus ao dizer “porque com o juízo com que julgais sereis julgados e com a medida com que medirdes, vos pedirão a vós também” (Mat.7:2). Mas Jesus disse mais: “Portanto, tudo que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles, porque esta é a lei e os profetas” (Mat.7:12)

Coisa séria é querer medir os outros pelo nosso padrão de medidas. Nosso juízo é falho e nossa medida desajustada. O juízo dos homens não é segundo a reta justiça. No tribunal dos homens os inocentes são condenados. No tribunal dos homens a lei é usada para matar. No tribunal dos homens os fariseus se escondem atrás de uma religião para cuspir veneno contra os retos de coração. No tribunal dos homens os mais fracos são pisoteados. Mas no tribunal de Deus os culpados encontram perdão. No tribunal de Deus a misericórdia é usada para salvar. No tribunal de Deus a culpa dos arrependidos é removida. No tribunal de Deus os que se humilham serão exaltados e restaurados. No tribunal dos homens e no tribunal de Deus, onde nos encontramos? “Não vos enganeis. Deus não se deixa escarnecer, pois tudo que o homem semear, isso também ceifará” (Gal.6:7). Quando Jesus e Barrabás foram colocados perante eles (a multidão) no tribunal e Pilatos perguntou: “Qual quereis que vos solte?” (Mat. 27:17), eles clamaram: “Este não, mas Barrabás” (João 18:40). Quando Pilatos lhes apresentou Cristo, dizendo: “Tomai-O vós, e crucificai-O, porque eu nenhum crime acho nele” (João 19:6), “Estou inocente do sangue deste justo”, eles exclamaram: “O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mat. 27:24 e 25). Assim é o julgamento humano. Mas nos enganemos, o julgamento divino não é o que conhecemos aqui na terra. Justiça e equidade são a base de seu governo. Pode confiar e esperar!

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