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Meditação Diária de 25/05/2017 por Flávio Reti

Dia da adoção

“e nos predestinou para sermos filhos da adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” Efésios 1:5

Adoção e enxerto quase se assemelham. Enxertar é introduzir um rebento de uma planta no tronco de uma outra espécie diferente e esse broto vai crescer como se fosse na planta mãe de onde foi tirado. Na linguagem mais adequada o broto a ser enxertado se chama borbulha e o tronco que vai nutrir se chama cavalo. Adotar é tomar uma criança de uma família e inseri-la na outra que vai nutrir, educar e criar. A grande diferença está no fato de que a adoção é um ato jurídico que gera direitos e obrigações, cria vínculo de parentesco semelhantes aos da paternidade e filiação, enquanto o enxerto não passa de uma experiência com plantas. Muitas pessoas que não puderam ter filhos encontram filhos que não possuem pais, que foram abandonados e recolhidos por orfanatos e outras instituições. Mas existem outros casos, como de pessoas que querem ajudar, cumprir seu papel social diante de uma sociedade injusta, que não oferece as mesmas oportunidades de vida para todos.

O processo de adoção não é fácil. As pessoas interessadas nas crianças ou adolescentes devem apresentar uma documentação sobre suas condições de vida, para garantir que a criança adotada terá conforto e segurança, que irá ser bem tratada e receberá dos pais adotivos amor, carinho e atenção. Mas, e os mitos da adoção? Há uma série de mitos que impedem as pessoas de adotar. Primeiro mito é dizer que criança adotada é sempre um problema, depois tentar esconder que ela foi adotada, cor de pele diferente deve receber tratamento diferente, filhos adotivos não vão amar seus pais, que eles vão ficar lembrando sempre da sua família de origem. São mitos, porque a criança sempre aprende aquilo que vivencia, esconder é uma tolice, porque mais cedo ou mais tarde ela vai descobrir a verdade. Cor de pele não justifica tratamento desigual, todos são seres humanos. Filhos adotivos não tem dificuldade para amar seus pais adotivos, eles demonstram o mesmo carinho e atenção que teriam com seus pais biológicos. Elas também não ficam lembrando de sua família de origem especialmente se as relações lá não eram boas e a situação financeira precária. Elas sabem muito bem o que é melhor para elas.

No Israel antigo havia o costume de um descendente do falecido adotar a esposa viúva e com ela ter filhos para perpetuar o nome e a descendência da família. Era uma espécie de adoção da esposa. Isso aconteceu com Rute e Boás (Rute 3:7 a 4:9)

A bíblia nos ensina adoção um pouquinho diferente, mas com o mesmo enfoque. Paulo tenta explicar nossa entrada na família de Deus como uma adoção. Como os judeus tinham a promessa, eram os herdeiros da promessa, nós que não somos judeus como poderemos participar da promessa feita ao pai Abraão? Pela adoção na família de Deus. Para Paulo, Cristo veio para “resgatar os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gal.4:5).

Alegremo-nos, porque nós também fomos adotados e agora temos o direito de participar dos negócios da família de Deus e temos ainda os mesmos direitos da herança dos salvos. Podemos dizer que agora somos filhos de Deus e como tal, Deus é nosso pai legítimo, legal, de fato e de direito. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele e em amor nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade” (Efés. 1:3-5). Agora podemos dizer que somos filhos de Deus tal e qual os patriarcas e podemos dizer também que somos filhos de Abraão, porque a promessa nos pertence também. Graças a Deus pelo dom de Jesus.

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