Meditação diária de 24/08/2020 por Flávio Reti – Pilha
24/08/2020
Culto de Oração – Série Raízes
25/08/2020

Meditação diária de 25/08/2020 por Flávio Reti – Pistola Derringer

25 de agosto

Salmos 34:7  “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra”

Pistola Derringer

Nos tempos do velho Oeste americano ficaram muito conhecidas as pistolas Derringer, porque era uma arma pequena, curta de fácil porte e fácil de ser escondida sob a roupa. Seu nome Derrenger advém de um armeiro da Filadelfia de nome Henry Derringer, seu inventor. A novidade com ela era dois canos um sobre o outro (semelhante às garruchas brasileiras que tinham dois canos, um ao lado do outro) e podia disparar dois tiros apenas. Não só os bandoleiros do West apreciavam usá-la, mas até as mulheres de vida fácil da época gostavam dela porque era facilmente dissimulada sob os longos vertidos usados na época. Era uma arma pequena, poderosa e cabia em qualquer bolsa de mulher e ela passou a ser usada como arma defensiva pelas meretrizes dos saloons do velho West. Para agradar as consumidoras femininas, Derringer pensou numa pistola de apenas 13 centímetros com cabo de madrepérola com desenhos de flores e esmaltada. Era o modelo perfeito para as mulheres se defenderem e ela ganhou o apelido de Lady Derringer. Em 1928 uma prostituta chinesa usando uma Derringer assassinou um congressista de Chicago e tal foi a repercussão do fato que as Derringer foram proibidas em vários estados da União. Convém lembrar que foi com uma dessas pistolas Derringer que o ex-ator de teatro, John Wilkes Booth assassinou o presidente americano Abraham Lincoln dentro de um teatro em 1865. A partir da repercussão do caso Lincoln, a arma foi copiada por muitos outros fabricantes até da Europa e esse nome passou a significar “uma arma pequena e curta”. A arma só servia para tiros a curta distância, para auto defesa, e não servia para uso militar. Derringer até que tentou fazer contrato com o exército americano para incrementar sua fábrica, mas sem sucesso. Percebemos, com esse pequeno relato, como a confiança das pessoas, homens e mulheres, foram carreadas para uma arma sem muita expressão, pequena, fraca, só dois tiros por vez, transformada em objeto do desejo das mulheres mal vistas e grandemente copiada na Europa inclusive. Com um pouco de propaganda todos conheciam a tal pistola Derringer, mas por que será que com todo o esforço na pregação do evangelho, poucas pessoas o conhecem? O evangelho não é uma arma de fogo, não representa perigo, tem muitíssimas vantagens e poucos, no entanto, se interessam? Sou tentado a concluir que a causa é a mente do homem voltada para o mal, para se defender e de resolver por si mesmo, ao passo que o evangelho nos incentiva a confiar em Deus, não em armas, e deixar com ele a solução de nossos problemas. Ainda prefiro confiar no evangelho e desconfiar do uso de armas para me defender, uma vez que sei que há milhares de anjos ordenados por Deus para nos guardar a todo momento.

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