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24/03/2019
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26/03/2019

Meditação diária de 25/03/2019 por Flávio Reti – Lino Mario da Costa

25 de março

João 13:15  “Porque eu vos dei o exemplo, para que, assim como eu vos fiz, façais vós também”

Lino Mario da Costa

Todos nós estamos acostumados com animais que aprendem a falar algumas palavras e até alguns costumes dos seres humanos. Papagaios, macacos, calopsita todos aprendem alguma coisa, algumas palavras conosco. E a gente ri quando vê um animalzinho qualquer falando, imitando, e até discutimos se eles estão entendendo o que estão fazendo. Parece que não, eles simplesmente imitam de tanto ouvir ou de tanto ver. Lino Mario da Costa, o conhecido comediante Costinha, vem de uma família artística e nasceu no circo, porque seu pai era palhaço, com o nome artístico de Bocó e esse fato influenciou a vida de Costinha depois de adulto. Quando Costinha tinha apenas treze anos, seu pai, que para ele representava um grande ídolo, abandonou a família e se foi pela vida afora. Com isso, Costinha se viu obrigado a enfrentar o trabalho e foi servir de contínuo, de garçom de bares, engraxate nas estações ferroviárias e rodoviárias e foi também recebedor das apostas do jogo do bicho. Essa experiência lhe deu oportunidade de conhecer todas as classes de pessoas no Rio de Janeiro, onde viveu, inclusive marginais, o que ele imitou na sua vida posterior. Certa ocasião ele foi faxineiro da Rádio Tamoio do Rio e convivendo com artistas radiofônicos, ele acabou voltando para sua linha artística e cresceu profissionalmente na arte de imitar, contar piadas, algo parecido com que seu pai fazia no circo como palhaço. Daí, para o teatro e para a televisão foi um pulinho só. Única coisa que o desabona foi que ele enveredou para o lado das piadas obscenas, tudo que falava em cena era com algum cunho pornográfico, chanchadas. Como ainda não existia internet nos seus dias, ele gravou, em LP, aqueles discões de vinil apelidado de bolachão, só com piadas chamadas pesadas. Como tudo passa nessa vida, Costinha acabou no Hospital Pan-Americano do Rio com insuficiência respiratória e faleceu com 72 anos. Bem, animais imitam, Costinha imitou e nós também imitamos muitas vezes e diga que não. Dizem que ao nascermos somos como uma folha de papel em branco onde nós vamos escrevendo o que haveremos de ser e como estamos cercados de outras pessoas, com alguma coisa vamos nos identificando e acabamos por imitar alguém, talvez os pais, os professores e muitas vezes os amigos. Bom seria se aprendêssemos imitar Jesus, o homem da Galileia que andou por toda parte fazendo o bem. Jesus nunca perdeu a oportunidade de ser útil a alguém que precisasse de seus préstimos. Ele recebia igualmente pobres e ricos, sãos e doentes, crentes e incrédulos e os tratava de igual maneira, com doçura e com amor. Que exemplo para imitarmos! Jesus certa vez disse aos seus discípulos que “Eu vos dei o exemplo, assim como eu fiz fazei vós também” (João 13:15). Se temos que imitar alguém, que esse alguém seja digno de imitação, porque nada adianta imitar, copiar ou refletir um alguém sem referência, sem escrúpulos ou sem padrão. Aí temos Jesus, o filho de Deus, a quem podemos imitar sem medo de errar.

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