Comentários da Lição 4 (1o Trim/2020) pelo Ancionato
24/01/2020
Meditação diária de 26/01/2020 por Flávio Reti – Armas de Fogo
26/01/2020

Meditação diária de 25/01/2020 por Flávio Reti – O Arco (abóbada)

25 de janeiro

Salm 37:5  “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e ele tudo fará”

O Arco (abóbada)

Abóbada é uma construção em forma de arco cobrindo uma grande área, assim são os tetos da maioria das obras de arte da antiga Roma. Pela época em que foram usados, os arcos eram um tremendo avanço da arquitetura e da engenharia, porque o fechamento de um arco que iria aguentar o peso de um teto inteiro em cima de quatro pilares, ou colunas, era coisa moderníssima. E a engenharia avançou mais ainda construindo pontes, arquedutos, templos, coisas gloriosas para a época que todo político queria fazer porque era aparente e atraía votos. As construções públicas de Roma e muitas das construções daquela época ainda perduram até nossos dias, tais como a Basílica, o Arco do Triunfo, muitas pontes, coisas que a civilização Egípcia nunca conheceu. Diz a história que os romanos aprenderam a arte do arco com os etruscos que construíam arcos muito antes do conhecimento do cimento que só foi inventado em 1824 por um Inglês de nome Joseph Aspdin que queimou pedras calcárias com argila e obteve um pó fino que ao secar se tornava tão duro como uma rocha, como as pedras empregadas nas construções. Os etruscos eram os antigos moradores do norte da Itália, a região que hoje se chama Toscana, foi de lá que o uso de arco e abóbada se disseminaram pelo Império Romano. O avanço da hegemonia romana no mundo conhecido levou os traços arquitetônicos romanos para as regiões conquistadas e os arcos passaram a serem vistos surgindo nas províncias romanas, como teatros, igrejas, muralhas e tudo servia como marcos identificatórios da dominação cultural romana. O arco podia ser feito com pedras ou com tijolos, mas a arte estava na hora de fixar o último tijolo ou a última pedra. O engenheiro responsável era obrigado por lei a ficar embaixo da construção enquanto os funcionários retiravam as estacas de sustentação ou os andaimes utilizados. O engenheiro devia ser responsável por si mesmo se a estrutura desabasse, ninguém mais seria culpado da sua morte embaixo de escombros. Por isso mesmo, as construções eram sólidas e confiáveis e talvez seja por esta exigência que elas duram até hoje como podem ser vistas na cidade de Roma. Fiquei pensando como a lei romana forçava o engenheiro ou o arquiteto a confiar em si mesmo. Ele deveria ter confiança naquilo que ele mesmo fazia para se manter vivo, porque caso o arco mal feito desabasse, ele não merecia confiança. Era um estímulo à confiança própria. Totalmente contrário aos evangelhos, onde tudo nos ensina a confiar em Deus, porque dele é que vem nossa segurança de vida. Então, já posso perguntar: Como vai sua confiança? Em quem você mais confia, em si mesmo ou em um Deus que tudo pode? O salmista sabia em quem confiar.

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