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Dia da Infância

Marcos 9:21   “E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância”

A infância é a melhor fase da vida. Desde que nasce, e até antes de nascer, já recebe os melhores cuidados. Na casa, todos trabalham em função de algum infante, de algum bebê, assim que ele vem ao mundo. Parece que a presença de um bebê faz mais bem para os pais do que para ele mesmo. As crianças são mais impotentes do que muitos animais quando nascem, mas nos contos de fada e também na vida real, os heróis mais fracos e mais franzinos são os que mais vencem os desafios. A infância não precisa ser envolta em mistérios e nem em berço de ouro. Já viu quando alguma criança está deixando a maternidade, como a mãe a embrulha tanto que parece mais um embrulho de roupa do que de uma criança? Já viu também aquela mãe que proíbe visitas antes dos seis meses por medo de alguma contaminação do seu filho?  A infância hoje é uma fase complicada de várias maneiras. Até há pouco as crianças filhas de escravos que nasciam já nasciam escravas. Hoje as crianças, antes de nascer já têm sua privacidade invadida pelos ultrassons, pelos exames pré-natais. A própria mãe autoriza a invasão para satisfazer sua curiosidade de como é o rostinho dela, se parece com o pai ou com a mãe, se é menino ou menina. José e Maria sabiam que Jesus seria um menino porque o anjo lhes revelou. Depois de alguns meses de nascida, passada a novidade, a criança é levada para uma creche e largada aos cuidados de um estranho ou de uma estranha.

Pois é, foi numa humilde estrebaria, que Jesus nasceu e foi em seguida colocado numa manjedoura. Acha que ele não esteve exposto ao bafo de animais? Acha que o ambiente não rescendia cheiro forte de urina e fezes de animais? O filho do altíssimo, aquele cuja presença havia inundado as cortes celestiais com sua glória, repousou em um rude berço que servia de vasilha para alimentar animais, que nós hoje chamamos de cocho. “Jesus passou a infância em uma aldeia nas montanhas. Como Filho de Deus, poderia ter escolhido qualquer lugar na Terra como seu lar. Qualquer lugar seria honrado com Sua presença. Mas Ele não escolheu os lares dos ricos ou os palácios dos reis. Antes escolheu viver entre os pobres em Nazaré” (Vida de Jesus, p.29). E pensa que Jesus teve sua infância protegida? Ao contrário, ele foi procurado para ser morto pela fúria assassina de Herodes que mandou matar todas as crianças daquela idade. Vacina, nem pensar. Acompanhamento de um pediatra, longe disso. Teste do pezinho para diagnosticar futuras doenças, que nada. Carrinho de bebê, nada, foi no lombo de um jumento que ele se locomovia.

Até aqui, nessa leitura, você está entendendo infância como idade de uma criança pequena, mas vamos para outro significado de infância, aquele que o apóstolo Paulo descreveu. “Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Heb.5:12-14). Para Paulo, era infante quem estava iniciando na fé cristã. Os leite na sua concepção era os primeiros ensinos, o início do aprendizado cristão, ao passo que adulto era alguém mais experiente na doutrina dos apóstolos e a comida sólida era o conhecimento mais profundo da doutrina de Jesus, crucificado e ressurreto. Então já posso perguntar: Você se considera um infante ou um adulto? Você ainda usa “leite” ou já usa “alimento sólido”? Sabe onde eu quero chegar? O grande número de apostasias é devido à falta de conhecimento das escrituras. Um indivíduo que se aprofunda nas doutrinas, que se alimenta de alimento sólido, jamais abandona a igreja e deixa a fé. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32), disse Jesus. O grande número de apostasias é por falta de conhecimento das “sagradas letras”. Se você não estuda a palavra, você corre o risco de ser mais um apostatado.

 

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