Meditação diária de 23/07/2017 por Flávio Reti
23/07/2017
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25/07/2017

Meditação diária de 24/07/2017 por Flávio Reti

24 de julho

Dia do calouro

Lucas 13:30    “Pois há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos”

Que lhe vem à cabeça quando ouve falar essa palavrinha: calouro?  Um bando de jovens cheios de tinta e farinha no cabelo? Pedindo moedas no farol? Vestidos de mulher com a cara pintada? Não deixa de ser verdade, mas nem só estudante iniciando a faculdade é calouro. Ser novato em qualquer lugar é sempre complicado e só com o tempo a gente aprende a lidar com essa sensação de novato. Assim que terminei o segundo grau, eu fui trabalhar numa Indústria de tecidos e, como eu tinha alguns conhecimentos de eletricidade, eu disse na entrevista que era eletricista. Fui contratado e no primeiro dia, lá na manutenção da fábrica, o chefe me chamou e disse mais ou menos assim: Lá no tear 23 há um problema elétrico, vai lá e resolve. Meu amigo, eu nem conhecia bem a fábrica, não sabia onde ficava o bendito tear 23. Só tinha na mão um alicate e uma chave de fenda e um teste de voltagem. E lá fui eu. Quando cheguei perto, era alguma coisa do tamanho de um vagão do metrô com uns 10 motores elétricos trabalhando sincronizados e tão bem ajustado que se arrebentasse um fio do tear todos os motores paravam imediatamente. Chegando mais perto eu vi que a voltagem de trabalho deles não era o que eu conhecia 110\220 volts, era 440 volts. Fiquei apavorado e pensando “eu tenho que pôr a mão nisso aí, com essa voltagem alta”? Naquele mesmo dia, à tarde, o chefe me deu outra tarefa que era enrolar motores. Havia lá num canto da oficina uns 10 motores queimados e ele me mandou fazer o enrolamento deles. Pra quem sabe o que estou falando, sabe a dificuldade que é enrolar motores elétricos. São várias bobinas de fio esmaltados, de espessuras diferentes, e na hora de ligar as bobinas entre si há um técnica especial dependendo da voltagem de trabalho, da velocidade de rotação e da potência que se quer no motor. Bem, essa foi a minha estreia na antiga fábrica de tecidos em Jundiaí. Esquecer dessa experiência, nunca mais!

Ser novo em algum lugar é sempre meio complicado, mas com o tempo tudo parece ir se ajeitando e todo mundo aprende a lidar com isso. As brincadeiras vão rolar, as piadas vão aparecer, o pessoal vai fazer gozação e todo mundo se diverte em cima do novato. No futuro você será veterano e algum novato vai aparecer para você desforrar tudo. No internado do IASP, costumavam mandar os alunos novatos buscar na manutenção a escada de limpar rodapé, ou convidavam para sair à noite caçar tirisco. Essa de caçar tirisco era cruel! Tudo tem seu começo. Nenhum começo é fácil.

Quando Eliseu substituiu o profeta Elias, que havia subido ao céu num carro de fogo, ele foi a Betel e, ao chegar à entrada da cidade, eis que apareceram alguns rapazes que começaram a zombar dele porque estava chegando a pé. Eles diziam: Sobe, careca! Sobe, careca! Sobe! Era uma referência a Elias que subiu ao céu num carro de fogo. Eliseu olhou para trás e amaldiçoou os rapazes. Imediatamente saíram do bosque duas ursas famintas e devoraram os rapazes.

Há um evento grandioso esperando pelos novatos e nesse evento eu quero estar mesmo sendo novato. É a entrada triunfal na Canaã celestial. Quando Jesus fizer girar as portas de pérolas nos seus gonzos e abrir para dar entrada aos remidos, que emoção não será pela primeira vez pisar no paraíso de Deus, ver as belezas do início da eternidade e saber que estou dentro do céu. Indescritível? O pensamento me tolhe e não me deixa aprofundar nas belezas que aguardam os remidos de todas as épocas. Jesus vai estar presente, anjos aos milhares dando boas-vindas aos remidos. Depois sentar à mesa para cear com Jesus.

Quanta coisa nova e nós como novatos, calouros, lá dentro. Inacreditável! É aguardar para ver, mas a vinda é certa, pode esperar.

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