Meditação diária de 23/06/2017 por Flávio Reti
23/06/2017
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24/06/2017

Meditação diária de 24/06/2017 por Flávio Reti

24 de junho

Dia internacional do leite

I Pedro 2:2    “Desejai, como meninos recém nascidos, o puro leite espiritual a fim de por ele crescerdes para a salvação”

Sempre gostei de leite e mesmo depois de grande, quando já estava estudando no IASP e trabalhando como aluno bolsista, o leite fazia parte da minha história. Eu trabalhei por três anos na leiteria. Nós, pedíamos na cozinha, nós porque não era apenas eu, um pouco de toddy e levávamos numa caneca para a leiteria. Depois, escolhíamos a vaca mais sadia, que a gente conhecia todas elas, e ordenhávamos o leite direto na caneca com toddy e bebíamos deliciosamente. Era puro, direto da fonte, quentinho, gostoso. Mas eu devo explicar por que. Nós madrugávamos às 4 horas da manhã porque as vacas deveriam ser ordenhadas e o leite deveria estar às 6 horas na cozinha para dar tempo de ferver e servir aos alunos.

Nesse dia internacional do leite é lembrada a importância do leite como alimento para a população e como ajudante importante na alimentação de crianças em crescimento. A população deve ser despertada para o consumo do leite e de seus derivados como parte de uma boa dieta. Eu me lembro que lá pelos 10 anos de idade eu fui contratado para buscar leite numa fazenda para uma senhora. Ela me pagava 30,00 (não sei o que, deveria ser cruzeiro) por mês e todas as manhãs eu ia com um embornal pendurado no pescoço e rodando um arquinho de ferro pela estrada. Era um arco de ferro que a gente tirava do cubo do centro da roda das carroças e com um arame grosso fazíamos um 4 numa das pontas e empurrávamos o arco sem deixa-lo cair. Era só correr atrás equilibrando o arquinho. Mas eu trazia o leite direitinho para a senhora e recebia direitinho também.

Paulo escrevendo aos Hebreus, sabedor de que eles eram os depositários das orientações de Deus para seu povo Israel, censurou-os com as palavras “ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem quanto o mal” (Heb.5:13-14). A censura era pelo pouco conhecimento que eles tinham da vida e obra do Messias, embora o esperassem há séculos. Chamou-os de crianças, iniciantes, no conhecimento da salvação, quando deveriam ser adultos, sabedores de toda a história e da vida do Messias. Eles ainda se alimentavam de leite ao invés de alimento mais substancial.

É um bom momento de perguntar como é seu conhecimento do evangelho. Você se considera criança, ainda tomando leite, ou já se considera um adulto capaz de digerir profundas compreensões da palavra de Deus? É uma questão de crescimento. Conforme vamos crescendo no conhecimento da ciência da salvação, vamos nos aprofundando em assuntos mais elevados do que as historinhas do jardim da infância, do rol do berço, do juvenis, dos jovens e por fim dos adultos. O conhecimento não tem limites. A história da redenção será assunto para estudarmos durante toda a eternidade sem esgotar o tópico.

O amor de Deus será estudado pelos séculos eternos e jamais ultrapassaremos as bordas desse conhecimento. Vamos estudar juntos na eternidade? Então, prepare-se. Tudo é possível ao que crê (Mar.9:23) e tudo posso naquele que me fortalece (Fil.4:13). “Lúcifer] possuía um conhecimento de inestimável valor acerca das riquezas eternas, o que o homem não possui. Ele experimentara o puro contentamento, a paz, a exaltada felicidade e as inenarráveis alegrias das moradas celestes. Havia sentido, antes da rebelião, o prazer da plena aprovação de Deus. Obtivera completa apreciação da glória que circundava o Pai e sabia que o Seu poder não conhecia limites” (Signs of the Times, 4 de agosto de 1887), no entanto, de que serviu esse conhecimento? Aqui vai a observação: De nada vale conhecer todos os mistérios da vida e da morte, se não estivermos alicerçados em Cristo, tudo será inútil. Sua faculdade, seu mestrado, seu doutorado sem Cristo é nada. Portanto, não se estribe no seu conhecimento e nem o ignorante na sua ignorância. “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento” (Prov.9:10).

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