Meditação Diária de 23/05/2017 por Flávio Reti
23/05/2017
Comentários da Lição 9 (2o Trim/2017) por Flávio Reti
24/05/2017

Meditação Diária de 24/05/2017 por Flávio Reti

Dia do detento

“para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas” Isaías 42:7

Dia do detento não quer dizer um dia para comemorar porque está preso. É dia de pensar numa alternativa para facilitar a reintegração deste detento na sociedade e no mercado de trabalho. Voltar a se integrar à sociedade livre é a maior dificuldade que um ex-presidiário encontra ao sair da prisão. O convívio público é uma tarefa difícil se ele não tiver alguma qualificação. Foi pensando nisso que se criou o dia do detento, com o intuito de qualificar o preso, oferecer-lhe algum curso profissional. A ressocialização também é dificultada pelo preconceito e os empregadores se defendem ao expressar falta de confiança em quem já esteve preso.

As precárias condições das prisões é uma realidade nua e crua. A data nos convida a rever nosso direito penal com tantas leis, regras, artigos e parágrafos, mas de pouquíssima justiça de fato. Por isso mesmo, nossa legislação com este excesso de palavras abre espaço para a impunidade. Muitas vezes, a justiça que você espera caduca por falta de apuração, falta de provas lógicas no inquérito, nos excessos de recursos, enquanto o preso fica mofando no fundo de uma sela.

A cada crime cometido e preso o malfeitor, fica para trás uma família sofrendo. Os defensores dos direitos humanos geralmente se preocupam em dar assistência ao preso e se esquecem dos filhos de policiais que morrem no exercício da profissão, esquecem de famílias que ficam sem um arrimo e sem sustento. O dia do preso deve ser visto em conjunto com as famílias dos presos e das vítimas do crime.

Mas estamos nos esquecendo que a palavra preso pode se referir a vários tipos de prisões. Pode alguém estar preso por falta de conhecimento, falta de oportunidades, falta de visão de mundo, preso pelas circunstâncias da vida. Pode muito bem, é possível, estar preso por circunstâncias. Eu quero viajar para o exterior, mas estou preso por falta de meios, é uma circunstância. Eu preciso terminar de escrever esse devocional, mas estou preso por falta de tempo, é outra circunstância.

Na sua segunda viagem missionária, Paulo e Silas atravessaram o mar Egeu em direção à Europa, numa chamada Província Macedônia e chegaram a Filipos, uma colônia romana. Ali foram detidos e, aparentemente, ficariam presos como qualquer outro prisioneiro sob custódia do Estado Romano. Mas Paulo cantou hinos na prisão, escreveu cartas aos demais crentes, converteu o próprio carcereiro. Paulo e Silas estavam presos fisicamente, mas livres de todo embaraço que os privasse de viver a vida mais abundante. Muito depois, quando Paulo já se encontrava preso em Roma, ele escreveu aos crentes Filipenses uma das mais alegres e animadoras cartas encontrada no Novo Testamento. Ele fala de sua alegria, embora preso em Roma, dos motivos de alegria para os Filipenses afirmando que a confiança em Deus supera qualquer motivo de desânimo. “Contudo, ainda que eu seja derramado como libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós; e pela mesma razão folgai vós também e regozijai-vos comigo” (Fil.2:17-18).

Prisão e liberdade de consciência não se misturam, porque liberdade não é a rua. Há homens livres nas prisões e há homens presos na rua, é uma questão de consciência. Jesus, citando o profeta Isaías, repetiu as palavras que estavam na sua profecia e que diziam: “O Espírito do Senhor Jeová está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-Me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que Ele seja glorificado” (Isa. 61:1-3). Liberdade é essa oportunidade de fazer tudo isso de livre e espontânea decisão, sabendo que o Senhor está por trás dando cobertura e amparo. Você consegue fazer alguma coisa em favor dos necessitados ou está preso por alguma circunstância? Solte-se, livre-se, faça alguma coisa!

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