Meditação diária de 23/06/2020 por Flávio Reti – Isqueiro
23/06/2020
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24/06/2020

Meditação diária de 24/06/2020 por Flávio Reti – Jeans

24 de junho

Provérbios 2:1 e 5  “Filho meu, se aceitares as minhas palavras,… então entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus”

Jeans

Entre os caipiras do interior de São Paulo, as calças de brim eram chamadas de “arranca toco”, porque, segundo eles, se enroscassem em algum toco no meio da roça, o toco seria arrancado, mas a calça não se rasgaria. E o jeans é um tipo de brim com o qual se fabricam calças até modernas, jaquetas e saias para mulheres. Em 1567, os genoveses italianos começaram a usar um tipo de calças de um brim especial fabricadas na França, na cidade de Nimes, cujo nome entre eles era genoese. Em 1792, os Estados Unidos querendo copiar a moda, criou e propagou um tecido de algodão com o nome de “denim”, uma referência abreviada ao tecido fabricado em Nimes conhecido como tecido de Nimes. Era feito na cor marrom e além de servir para fabricar calças e jaquetas, passou a ser usado na cobertura das carroças que faziam a rota da Califórnia em busca do ouro das montanhas Rochosas. Foi um judeu-alemão, radicado nos Estados Unidos, de nome Levi Strauss, que com dificuldade de vender tecido de jeans resolveu criar uma calça ainda mais resistente do que a capota das carroças para vender aos garimpeiros e aos trabalhadores das minas de carvão. As primeiras peças, Levi Strauss doou aos mineiros que adoraram e o sucesso foi imediato. Pronto, estava criada uma roupa de trabalho reforçada e própria para trabalhos pesados. Era o início da era do jeanswear (uso do jeans). Para melhorar foram acrescentados os botões de metal, arrebites para reforçar a costura, zippers grossos para facilitar a abertura pelas mãos que usavam luvas de trabalho. A cor azul para o jeans só surgiu em 1890, quando Levi Strauss decidiu tingir o tecido com uma tinta proveniente de uma planta chamada Indigus. Os cowboys americanos foram quem popularizou ainda mais o jeans, depois os soldados da segunda grande guerra e depois de muito conhecido passou a ser usado pelos galãs do cinema e astros da música pop. Kalvin Klein foi o primeiro estilista a colocar o jeans na passarela, em 1970 e com isso o jeans se popularizou e se tornou democrático de modo que um operário usa e um rico também usa. Atualmente o jeans cai bem para todos os gostos e todos os poderes aquisitivos. Mas, a minha inquietação é com a perguntinha: Por que um tecido, incialmente grosseiro, se torna tão popular a ponto de todos desejarem ter pelo menos uma calça jeans e as mensagens da palavra de Deus, apesar de serem proferidas pelos profetas enviados de Deus e pelo próprio Jesus não conseguem se popularizar entre a população do mundo? Teria um tecido mais valor do que a palavra de Deus? Claro que não, mas nossa mente incompreensível prefere aceitar um e desprezar a outra. Realmente nosso poder de distinção não é claro.

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