ContraPonto 2019-04 – Relacionamentos abusivos
23/04/2019
Meditação diária de 25/04/2019 por Flávio Reti – Guglielmo Marconi
25/04/2019

Meditação diária de 24/04/2019 por Flávio Reti – Catello Carlos Guagliardi

24 de abril

Salmos 137:3  “…cantai-nos um dos cânticos de Sião”

Catello Carlos Guagliardi

Embora fosse um argentino, era filho de Italianos que tinha dois irmãos nascidos na Itália e uma irmã nascida no Brasil, no Rio de Janeiro. Seus pais eram imigrantes que resolveram tentar a sorte na Argentina, mas se decepcionaram por lá e resolveram arriscar mais uma vez no Brasil e rumaram para São Paulo e em seguida para o Rio de Janeiro. Carlos Galhiardo, como veio a ser conhecido por aqui, chegou com dois meses de nascido. Com oito anos de idade ele perdeu a mãe e passou a viver com um parente que era alfaiate e esse foi o ofício que Carlos Calhiardo aprendeu inicialmente. Embora não gostasse da profissão, ele abandonou até os estudos para se dedicar ao ofício e trabalhou em várias alfaiatarias, porque nos seus dias ainda não havia fábricas de roupas e nem lojas onde você vai escolhe e compra a roupa já pronta. Tudo era feito por modistas, costureiras e alfaiates e sob medidas próprias de cada freguês. Numa dessas ele conheceu um cantor barítono de óperas, Salvador Grimaldi e começou a ensaiar duetos com ele. Esse foi seu início de uma vida dedicada à música no rádio, porque ainda não existia a televisão, e ele repassou muitas emissoras de rádio cantando e gravando discos chamados LP, aqueles bolachões de 30 centímetros de diâmetro. É considerado o cantor que mais música gravou no Brasil, um total de 570, superado apenas por Francisco Alves, seu contemporâneo. Ele viu a chegada da televisão no Brasil (faleceu em 1953) e chegou a se apresentar ainda em branco e preto. Cantou e gravou muito, chegou a ganhar o apelido de “rei do disco”, mas não se tem notícia que tenha cantado ou gravado um hino que louvasse a Jesus, que tocasse o coração dos ouvintes, que inspirasse uma conversão para o evangelho, dentre as 570 músicas que estão registradas em seu repertório. A maior parte delas explora o amor, canta o amor, fala de amor, mas deixa o maior amante, Jesus Cristo, de fora de seu sucesso. Isso não causa mais admiração, porque afinal, o mundo todo vive longe de Cristo, parece embalado por um torpor que não o deixa pensar, não o leva a conjecturar sobre uma vida futura, sobre a eternidade com Deus, sobre vida eterna. A humanidade se contenta com a vida de aqui e agora e nem se dá conta de que o tempo é implacável, está passando, e um dia estaremos diante do rei do universo para prestar contas da vida que ele nos concedeu. Devemos curtir a vida, porque a vida é curta, mas a gente só leva da vida a vida que a gente leva, pense nisso!

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