FOLIR – Fórum Regional de Liberdade Religiosa 2019
23/03/2019
Apresentação do Pr. Daniel Gregório
24/03/2019

Meditação diária de 24/03/2019 por Flávio Reti – Maria do Carmo Miranda da Cunha

24 de março

Mateus 6:33  “Mas buscai primeiro o reino dos céus e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas”

Maria do Carmo Miranda da Cunha

Você já viu alguém ser chamada de Brazilian Bombshell? Embaixatriz do Samba? A Pequena Notável? Era ela, Carmem Miranda, cantora Portuguesa radicada no Brasil mas exerceu sua atividade como artista dos palcos de vários países. O que a fazia diferente das demais artistas era seu figurino, que geralmente eram roupas exóticas com um chapéu formado com frutas que ela usava nos seus filmes, no teatro e sempre que cantava. Para quem nasceu em 1909 e morreu em 1955, a vida foi muito curta, apenas 46 anos, mas foi o suficiente para ela acumular sucesso, dinheiro e fama. Ela esteve nos cinemas, nos palcos, na televisão, nos musicais, mas a vida é ingrata e ela também se foi. Na sua época, ela alcançou o máximo em termos de valorização e chegou a ser a mulher que mais ganhava dinheiro com seu talento, a mais bem paga nos Estados Unidos, onde ela mais se apresentou. Sua imagem exótica, às vezes chocava com os interesses de seus produtores, mas ela seguia firme no seu exotismo e isso foi o que mais lhe atraiu fama. Graças a ela a música brasileira ganhou destaque noutros países e com isso a música latina é conhecida hoje, em qualquer lugar do mundo. Se você ouvir falar em samba, todos sabem o que é e reconhecem que é exportação do Brasil. Carmem Miranda foi a primeira sul-americana homenageada com uma estrela na chamada calçada da fama. Ela deixou sua voz gravada em 279 gravações só no Brasil e 34 nos Estados Unidos, totalizando 313 músicas. Hoje, em um dos cruzamentos, em frente ao teatro Chinês, em Hollywood, entre as ruas Hollywood Boulevard e Orange Drive há uma praça que tem o seu nome em sua homenagem, a CARMEM MIRANDA SQUARE. Foi uma mulher que até hoje a que mais teve projeção internacional. Seus pais emigraram de Portugal quando Carmem Miranda estava com um ano e ao chegarem ao Rio de Janeiro sua mãe montou uma pensão e seu pai seguiu o ofício de barbeiro. O primeiro emprego de Carmem Miranda, aos 14 anos, foi numa loja de gravatas e depois numa chapelaria. Segundo as más línguas, ela foi despedida porque vivia o tempo todo cantando, porque achava que com isso atrairia clientes.

Bem, deixem Carmem Miranda por enquanto e pensem na brevidade da vida. Com tanto sucesso, uma vida de lutas e trabalho, Carmem morreu ainda jovem e pouco desfrutou desta vida. Esse é o fato que deve despertar em nós certa preocupação. Lutamos tanto pela vida, trabalhamos, competimos e acabamos eventualmente morrendo, este é o normal. Logo, pra ser mais coerente, devemos lutar pela vida eterna, óbvio, mas nem todos têm essa visão de mundo. É, exatamente por isso, que o evangelho significa Boas Novas, porque ele abre diante de nós a possibilidade de vida eterna na companhia dos anjos e de Jesus. Vale a pena lutar pela vida eterna enquanto passamos por esta vida incerta e insegura como se vê. Viver é lutar, mas nem sempre é vencer.

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