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Meditação diária de 24/01/2019 por Flávio Reti – Arthur Asher Miller

24 de janeiro

Mateus 3:17  “Este é o meu filho amado em quem me comprazo”

Arthur Asher Miller

Essa data, 24 de janeiro de 1961 é a data de um divórcio comentadíssimo no meio cinematográfico. O principal envolvido era Arthur Miller, filho de um imigrante judeu, comerciante no ramo têxtil que faliu com a grande depressão da economia americana. Arthur Miller enveredou-se pelo lado das artes teatrais, chegou a fazer faculdade de jornalismo, mas seu forte era teatro. Foi dispensado do serviço militar por causa de uma lesão no joelho que ele ganhou jogando futebol americano. Casou-se, teve dois filhos e depois se divorciou. Foi denunciado na justiça de estar participando de reuniões secretas com o partido comunista. Depois disso, conheceu Marylin Monroe e se casou com ela. Mais uma vez se viu enroscado com a justiça por ter se negado a revelar nomes de membros do círculo literário suspeitos de pertencer ao partido comunista. Ano a ano, a despeito da vida agitada e atribulada que levava, ele vinha publicando peças de sua autoria. Mas em 24 de janeiro de 1961 ele se divorciou de Marylin Monroe e a notícia caiu como uma bomba nos meios artísticos, porque Marylin Monroe era considerada a artista mais linda do cinema, era a loira invejada no seu círculo de fãs e amigos. Ela mesma, o top das artistas, um dia foi encontrada morta no seu apartamento vítima de uma overdose. Era seu segundo casamento fracassado. Um ano depois Arthur Miller se casou novamente e lhe nasceram mais dois filhos desse terceiro casamento, um deles com síndrome de Down. Ele deixou esse filho numa instituição que cuidava de excepcionais e nunca mais voltou para visitar esse filho. Por causa de sua imagem no ambiente da fama, ele negou a paternidade a um filho que mais precisava dele. Ele sequer citou o filho em nada do que escreveu. Ele chegou a conquistar o prêmio “Príncipe das Astúrias” na Espanha como o melhor produtor de drama moderno, mas em dezembro de 2004 ele morreu com 89 anos de insuficiência cardíaca. Sua vida nunca passou disso, produzir peças teatrais, casar-se e descasar-se. Ele teve o nome entre os famosos no mercado das artes cinematográficas e teatrais, mas de que lhe adiantou tudo isso se sempre viveu uma vida inglória na família? Com três esposas e com nenhuma viveu feliz. Com vários filhos e por nenhum deles reconhecido como um bom pai. Morreu como morrem os animais sem deixar saudades. Aposto que você nunca ouviu falar desse nome, se não fosse pelo seu divórcio com Marylin Monroe que a mídia explorou muito na época. Bem diziam os mais antigos: “O pouco com Deus vale muito, o muito sem Deus não vale nada”. E quando dizemos que Deus é um pai, corremos o risco de sermos mal entendido por causa dessa figura de pai que vimos em Arthur Asher Muller. Alguém pode pensar: Se Deus é um pai e um pai é assim como Asher Muller, não me interessa um pai desses. Por isso, cuidado quando você é considerado um pai, porque a figura de um pai deve evocar a Deus na sua misericórdia, no seu amor.

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