Meditação diária de 22/09/2020 por Flávio Reti – A Roda
22/09/2020
Meditação diária de 24/09/2020 por Flávio Reti – Rolamentos
24/09/2020

Meditação diária de 23/09/2020 por Flávio Reti – Roda d’agua 

23 de setembro

Salmos 45:6  “O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos…”

Roda d’agua 

Uma roda d’agua pode ser uma roda comum muito simples, mas ela é munida de aletas, caixas, ou copos na sua periferia, em toda a sua volta, e ela deve ser montada embaixo de uma bica d’agua para, à medida que a água cair da bica, encher as caixas, ou as aletas e provocar o giro natural da roda com o peso da água desequilibrando a roda. Com a caixa cheia de água de um lado, isso desiquilibra a roda e a tendência normal é girar para baixo e derramar a água, mas nesse movimento outra caixa se coloca no lugar e também se enche de água e outra, mais outra sucessivamente de maneira que a roda vai girando ad aeternum tentando se equilibrar, mas a água corrente continuamente caindo da bica não permite que ela pare de girar. Esse movimento rotatório da roda é aproveitado através de seu eixo para mover outras rodas tipo polias e fazer funcionar moinhos, bombas d’agua, ferramentas de uma oficina como esmeril, furadeiras, plainas de serraria, inclusive relógios movidos a água. Claro, estamos falando de coisas antigas, do modo antigo de gerar energia e movimento. A história registra Marcus Vitrúbios Pollio como o inventor da roda d’agua, mas ele usou uma roda montada na horizontal acoplada a uma engrenagem de ângulo reto que movia um eixo vertical para fazer girar um moinho de pedra, como eram os moinhos antigos. Esse Marcus Vitrúbios viveu no século I antes de Cristo. O rei acaz, décimo primeiro rei de Israel, parece ter sido um pouco mais inteligente do que Marcus Vitrúbios, porque lá por volta do ano 735 antes de Cristo, já usava um relógio de sol que marcava as horas com a sombra sobre uma coluna demarcada em graus, muito mais limpo do que ambiente de roda d’agua, sempre molhado e cheio de musgos. A bíblia dá conta desse relógio do rei Acaz (II Reis 20:11) que inclusive serviu para dar um sinal ao rei Ezequias pela boca do profeta Isaías (Is.38:8). Como você pode perceber nas entrelinhas, coisas que para nós hoje nada significam, eram exatamente as que tinham valores monumentais no passado. Imagine que um relógio nalgum lugar público, movido a água ou com o sol era sinal de status das autoridades. Hoje relógios existem às baciadas em qualquer local. Até no chaveirinho tem relógio. Mas imagine também que quando se fala de valores, nada mudou. Caráter, obediência, veracidade, gratidão, empatia ainda são traços desejáveis em qualquer pessoa vivendo neste século. E são esses mesmos valores que devem pautar nossa vida diante de Deus, porque Deus não muda (Mal.3:6). Se a invenção da roda se perde na história, Deus já existia muito antes dela.

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